Bebês reborn de Joinville têm ultrassom e certidão de nascimento; veja fotos

O ateliê funciona há cinco anos na maior cidade de Santa Catarina

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Andreia Bertoli é a "cegonha" responsável pelo espaço (Foto: Carlos Junior, NSC Total)

Viralizados nas redes sociais, os bebês reborn ganharam grande repercussão na Internet recentemente. Em Joinville, as bonecas ultrarrealistas, que imitam recém-nascidos, podem ser encontradas desde 2019 em uma “maternidade” especializada na arte.

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Os bebês reborn são procurados por diferentes públicos. Algumas pessoas colecionam, outras brincam com as bonecas e há quem cuide com afeto. Discussão polêmica nas redes sociais, a arte reborn é a especialidade de Andreia Bertoli, 43 anos, dona de “maternidade” na cidade.

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Veja fotos da maternidade em Joinville

Antes de começar a arte reborn, Andreia já trabalhava com artesanato, mas decidiu procurar um ramo com uma remuneração melhor. Há seis anos, a artista passou a ser “cegonha”, como as artesãs das bonecas ultrarrealistas são chamadas.

— Eu sempre apreciei e gostei muito das bonequinhas, porque a MacroBaby Dolls, que fica em Orlando, nos Estados Unidos, que é a maternidade mais famosa do mundo de bebês reborn, foi uma inspiração para mim e eu busquei o que eu precisava fazer para entrar nesse ramo —  revela.

O que significa criar um bebê reborn, segundo a psicologia

Andreia conta que o sucesso do negócio começou ainda no início, quando em 2019 fez algumas exposições que tornaram seu trabalho mais reconhecido. Ela explica que os bebês do seu ateliê são principalmente destinados a crianças, que se divertem com uma boneca mais realista.

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— O público realmente maior é criança, que é paixão nacional, mas não tem especificamente idade. Nós temos todos os tipos de público, desde meia idade, jovens, adolescentes e senhoras de idade — afirma.

Como as bonecas “chegam ao mundo”

A artesã explica que compra os moldes prontos e todo o trabalho de pintura e detalhes da boneca são feitos manualmente, incluindo técnica fio a fio para cabelo e cílios. O tempo de produção varia conforme a demanda e o tempo disponível, mas Andreia afirma que é possível produzir em um dia.

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— Nós fazemos o processo de transformação, que é a pintura. A selagem dessa pintura é um processo bem demorado. São várias camadas e vai ao forno para ter um uma secagem. Depois tem colocação de olhinhos, implante de cabelo, feito fio a fio e técnicas 3D para dar esse realismo — explica.

A artista ainda conta que os bebês acompanham um enxoval com uma bolsa de maternidade que contém mamadeira, creme de pentear, perfume, escovinha de cabelo e documentos como certidão de nascimento, identidade, teste do pezinho e foto da ultrassom.

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Os valores variam de aproximadamente R$ 2,1 mil até R$ 4 mil no ateliê da moradora de Joinville. Os envios são feitos para o Brasil todo.

Repercussão nas redes sociais

Apesar de parecer apenas uma brincadeira ter uma boneca do estilo reborn, o tema virou alvo de polêmica nas redes sociais. Muitas pessoas estranham a maneira como muitas “mães” estabelecem uma relação com o brinquedo. Apesar disso, a artesã afirma que a maioria das pessoas acabam encantadas pelos bebês.

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—  Desde que eu inaugurei a maternidade, sempre houve uma divisão de opiniões. Tem aquele cliente que se encanta, que cria um encantamento imediato, quer pegar, conhecer. E tem aquele que não gosta, que tem uma aversão — revela a artesã.

Entre as famosas que aderiram ao hobby de cuidar das bonecas, Gracyanne Barbosa chocou os seguidores ao anunciar que “adotou” um bebê reborn. Na legenda da publicação, a musa fitness escreveu que sempre sonhou em ser mãe e que o brinquedo hiperrealista a deixou feliz. 

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“Como já disse anteriormente, meu sonho é ter um filho. Podem me julgar, no começo eu achei estranho. Mas Benício me trouxe felicidade”, escreveu Gracyanne.  

O padre Fábio de Melo também aderiu a tendência e comprou uma boneca com Síndrome de Down durante uma visita à Maternidade de Bonecas da MacroBaby, em Orlando, na Flórida. O brinquedo, segundo ele, é em homenagem à sua mãe, Ana Maria de Melo, que morreu em 2021, vítima da Covid-19, aos 83 anos, em Uberlândia. 

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“A Daniela é a responsável pelos vistos e passaportes. Já está pronto o visto dela, já pode viajar para o Brasil, mesmo a mãe tentando impedir. Ela tem visto americano e tem até visto para entrar no Brasil, mas ela é americana”, brincou o Padre, em um vídeo compartilhado nas redes sociais. 

*Sob supervisão de Leandro Ferreira

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