PGR pede prisão de Carla Zambelli e inclusão em lista da Interpol após deputada deixar o país

Deputada afirmou que irá para a Europa realizar um tratamento de saúde

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Carla Zambelli saiu do país na última semana (Foto: Lula Marques, Agência Brasil)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). O pedido ocorreu pouco depois de ela anunciar que deixou o Brasil e está nos Estados Unidos. Recentemente, a parlamentar foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão e à perda de mandato por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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O pedido assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, também pediu a inclusão do nome da parlamentar na lista vermelha da Interpol, segundo informações da TV Globo. O pedido também solicita o bloqueio de bens da parlamentar.

“Não se trata de antecipação do cumprimento da pena aplicada à ré, mas de imposição de prisão cautelar, de natureza distinta da prisão definitiva, com o fim de assegurar a devida aplicação da lei penal”, diz o texto. “Há necessidade, além disso, para eficácia da medida requerida e igualmente assegurar a aplicação da lei penal, de inclusão do nome da parlamentar requerida na difusão vermelha da INTERPOL, com a suspensão de seu passaporte e imediata comunicação aos países”, detalha o pedido.

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A deputada informou que deve ir para a Europa, sem ainda informar para qual país, para se submeter a tratamento médico. Por conta disso, ela deve se licenciar do mandato.

Depois da saída do país, Daniel Bialski, advogado da deputada, renunciou à defesa de Zambelli. Ele disse em entrevista à apresentadora Andreia Sadi, da GloboNews, que a decisão é de foro íntimo.

Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão

Zambelli foi condenada por unanimidade pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no dia 14 de maio.

Nas investigações do caso, em 2023, Zambelli chegou a ter o passaporte apreendido. Porém, o documento foi devolvido e ela não tinha restrições para deixar o país. No dia 25 de maio, ela deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina e se dirigiu para Buenos Aires, de onde voou para os Estados Unidos.

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Ministros do STF ouvidos pela GloboNews viram na saída de Zambelli do país uma fuga para tentar evitar os resultados do julgamento.

*Com informações do g1

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