O americano Tim Friede, de 57 anos, injetou no próprio corpo o veneno das serpentes mais perigosas do mundo por 20 anos. Conhecido como “mister cobra”, o ex-mecânico compartilhou toda a experiência nas redes sociais e contou que fez isso para conseguir uma “superimunidade”. As informações são do Fantástico.
Em entrevista ao programa, Tim contou que a história começou ainda na infância quando foi picado por uma cobra aos 5 anos. Desde então, ele se considera fascinado pelos animais.
— Durante toda a época de escola eu caçava pequenas cobras. Mas eu só comecei a me envolver com estudos mais profundos com uns 30 anos — disse.
O americano, que agora cria serpentes em casa, relata que recebe os animais direto da Flórida, nos Estados Unidos. No primeiro ano convivendo com as cobras, o ex-mecânico disse que “não queria morrer” e que cometeu “vários erros”.
Por isso, ele teve a ideia de fazer com que o organismo se acostumasse com o veneno das cobras para começar a produzir anticorpos. O americano passou a coletar e diluir a substância para enfraquecer o efeito das toxinas e decidiu injetar nele mesmo. Depois, começou a receber picadas de propósito, sem qualquer orientação médica.
— Fiquei em coma por quatro dias na Unidade de Tratamento Intensiva (UTI). Tenho o dobro de anticorpos específicos para veneno no sangue do que um ser humano normal — conta.
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Soro universal
Os vídeos de Tim despertaram o interesse da ciência, que agora busca usar o sangue do americano para criar um soro antiofídico universal. Atualmente, se uma pessoa é picada por uma cascavel, por exemplo, só vai melhorar se receber o soro contra o veneno da cascavel.
Com isso, um estudo, publicado recentemente por uma revista científica, isolou dois anticorpos do sangue de Friede e, junto com o inibidor, neutralizou 13 dos 19 venenos mais perigosos. A pesquisa ainda está em fase inicial, mas os testes em animais de laboratório foram promissores.
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