Os internautas nunca estiveram tão interessados na área acadêmica. Entre dúvidas, boas práticas e a formação de grandes especialistas, um levantamento da Onlinecurriculo acaba de revelar que buscas envolvendo currículos Lattes saltaram 22% em todo o país no último ano, atingindo a marca de 7 milhões de pesquisas no Google. Só em Santa Catarina, foram 1,2 milhões de buscas durante o mesmo período. O aumento do interesse no assunto acontece às vésperas do Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, que ocorre no próximo domingo (8).
Para avaliar o interesse pelo principal modelo de currículo científico nacional, a plataforma analisou o volume de buscas relacionadas ao termo “currículo Lattes” realizadas no Google entre junho de 2024 e junho de 2025.
Com base nesse levantamento, foram identificadas as dúvidas mais frequentes associadas à plataforma em Santa Catarina. As perguntas foram agrupadas e organizadas em um ranking, conforme o volume estimado de buscas no período analisado.
Confira as 5 dúvidas mais frequentes dos internautas catarinenses
A alta nas buscas vem acompanhada de muitas dúvidas. A análise mapeou as perguntas mais frequentes sobre o assunto e identificou um padrão: grande parte dos internautas catarinenses busca orientações sobre como usar, construir ou acessar o Lattes. As principais cinco dúvidas foram organizadas em um ranking com base no volume estimado de buscas no último ano.
Como atualizar?
Apesar da relevância da plataforma no meio científico-acadêmico, os dados indicam que a navegação e o preenchimento do currículo Lattes ainda geram insegurança entre os usuários.
A atualização da base curricular é a dúvida mais recorrente, contabilizando cerca de 5.010 buscas em Santa Catarina. Essa demanda, segundo a plataforma, pode refletir tanto a necessidade de pesquisadores manterem suas informações atualizadas para participar de processos seletivos e pleitear bolsas quanto às dificuldades encontradas na utilização da plataforma, sobretudo para novos usuários e pesquisadores em início de carreira.
Como buscar?
Além disso, cerca de 4.800 buscas correspondem a questionamentos sobre a função de busca da plataforma, que permite consultar o registro de formação de outros pesquisadores cadastrados. Essa ferramenta é amplamente utilizada por estudantes, orientadores e profissionais que desejam conhecer a trajetória acadêmica e científica de terceiros, seja para fins de orientação, colaboração ou avaliação.
Como fazer/como cadastrar?
Outra categoria importante de dúvidas envolve a criação do Lattes, que soma 2.240 buscas (“como fazer?” e “como cadastrar?”). O processo, aberto a estudantes de graduação, pós-graduação, pesquisadores e profissionais ligados à ciência, requer o preenchimento dos dados básicos e o detalhamento da trajetória acadêmico-científica. Ou seja, é importante incluir dados precisos sobre formação acadêmica, experiência profissional, publicações, participação em eventos, projetos de pesquisa e idiomas, com atenção para datas e títulos oficiais, preservando a credibilidade e a utilidade do currículo.
O que é?
A dúvida sobre a própria natureza do currículo Lattes, por trás de aproximadamente 1.120 mil buscas, indica que 13% dos usuários catarinenses ainda desconhecem do que se trata o termo. Sem ele, fica mais difícil participar de processos seletivos em universidades, pleitear bolsas de estudo ou pesquisa, concorrer a financiamentos e participar de editais públicos.
Dados revelam demanda por orientações acessíveis
De acordo com a plataforma, os dados revelam que, apesar da consolidação como ferramenta fundamental para o meio acadêmico científico brasileiro, ainda há uma demanda significativa por orientações claras e acessíveis, especialmente entre usuários em início de trajetória acadêmica e para aqueles que se deparam com a complexidade do sistema pela primeira vez.
Com 26 anos de existência, o currículo Lattes é mantido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e se consolidou como referência no cadastro da trajetória acadêmica dos brasileiros, reunindo cerca de 8 milhões de currículos de mestres, doutores e outros pesquisadores.
*Sob supervisão de Luana Amorim
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