Pai quebra recepção de hospital após filha nascer sem vida: “Negligência”

Companheira de Victor estava com nove meses de gestação; família diz que houve negligência na indução do parto

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Vídeo mostra homem quebrando itens de vidro na recepção (Foto: Redes sociais, Reprodução)

Vídeo mostra homem quebrando itens de vidro na recepção (Foto: Redes sociais, Reprodução)

Um homem quebrou a recepção de um hospital em Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, após a filha nascer sem vida em uma indução do parto. Victor Petrick publicou vídeos da ação nas redes sociais na quarta-feira (2) e o assunto está ganhando repercussão. No vídeo, ele aparece inconformado e diz que sua esposa Isabelle Raissa Silva sofreu negligência aos nove meses de gestação. As informações são do g1.

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Ele começa o vídeo dizendo que está “fazendo um protesto sozinho”. Depois, aparece entrando no Hospital Guararapes e quebra portas e itens de vidro.

— Eu queria só uma explicação, só uma. Acabou, não vai ter atendimento para ninguém, mataram minha filha. Mataram minha filha aqui. Não vai ter atendimento hoje para ninguém — grita no vídeo enquanto quebra os itens da recepção.

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Veja o vídeo

Família diz que atendimento foi negligente

Cristina da Silva, sogra de Victor e mãe de Isabelle, disse que “não tem dúvidas” sobre o caso ter sido negligência médica, já que a neta, que iria se chamar Lara, estava bem antes de a filha ir para o hospital.

— Eu acredito que foi negligência médica. Eu não tenho dúvidas. Minha filha estava normal. Antes de se internar, a médica examinou e estava tudo bem. Minha Lara estava mexendo, estava tudo sob controle —disse.

A criança morreu no último domingo (29), depois de Isabelle ter dado entrada no hospital por volta das 18h30. A grávida completaria nove meses e três semanas na segunda-feira (30), segundo a família e, por isso, eles acreditavam que ela já poderia ser induzida ao parto.

Por videochamada, Isabelle foi acompanhada pela mãe nos primeiros momentos de indução, quando dois comprimidos de medicamento foram introduzidos para a indução do parto, segundo Cristina.

— Ela deu entrada às 18h30 e, às 18h39, ela subiu para ser internada. Tirou foto com a bata. Quando ela se internou, a médica era boa, atenciosa, mas o plantão dela já tinha acabado. A enfermeira que assumiu introduziu dois comprimidos na vagina dela de uma vez só e ela começou a sentir. Eu presenciei quando ela disse que estava insuportável, a enfermeira disse ‘é assim que a gente quer’ — afirmou.

Após um tempo, Isabelle teria ingerido mais um comprimido via oral, segundo Cristina. Depois disso, o trabalho de parto começou a ter complicações.

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Isabelle precisou ser transferida para o Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip), em Recife, onde passou por uma ultrassonografia. Depois, o trabalho de parto foi concluído, mas a criança nasceu sem vida.

A prefeitura de Jaboatão dos Guararapes disse, em nota, que está “à disposição da família para prestar todo o apoio necessário, conforme os protocolos vigentes e com base na escuta qualificada e humanizada”.

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O que diz o Hospital

O Hospital afirma que Victor quebrou portas, mesas, computadores, impressoras e outros equipamentos considerados pela unidade de saúde como essenciais para o funcionamento da recepção.

Ainda segundo a unidade de saúde, funcionários sofreram ferimentos pelos estilhaços e foram atendidos no local. Pessoas que estavam no local chamaram a Polícia Militar, mas o homem já tinha saído do local quando as guarnições chegaram, segundo a PM.

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Em nota, o Hospital disse que “se solidariza com a família pela sua perda” e que “não compactua com atos de violência e agressão”.

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