Empresa que “fez nevar” em SC completa 65 anos com nova marca e cliente até em Las Vegas

Ártico desenvolveu câmara fria do Alles Park em Pomerode e está apostando em projetos no exterior

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Chrstiane Buerger: filha mais velha do fundador hoje é a presidente da empresa (Foto: Pedro Machado, NSC Total)

Com direito à festa, brinde e bolo, a blumenauense Ártico comemorou nesta segunda-feira (7) 65 anos de história reforçando um reposicionamento de mercado. A empresa, especializada em máquinas e soluções de refrigeração, deu uma repaginada na marca, está apostando em uma linha de produtos voltada ao consumidor final e começou a expandir os negócios para além do Brasil – inclusive fornecendo para um cliente em Las Vegas, nos Estados unidos.

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Fundada em 1960 por imigrantes alemães, a Ártico se consolidou principalmente no ramo de refrigeração comercial e industrial, fornecendo equipamentos como freezers e balcões refrigerados para padarias e supermercados, por exemplo. Um dos cases recentes mais conhecidos da empresa é o desenvolvimento da câmara fria gigante do Alles Park, responsável por levar neve o ano todo a Pomerode.

Há poucos anos, a empresa decidiu apostar também em uma linha doméstica, com cervejeiras e adegas.

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— O desafio agora é fazer o consumidor conhecer os produtos da nossa linha home — diz Christiane Buerger, uma das três filhas do fundador, Hubert Schildwachter, hoje à frente da empresa da família.

Christiane, que também dirige a Associação Empresarial de Blumenau (Acib) – a primeira mulher a ocupar o posto –, diz que a Ártico está investindo entre R$ 5 milhões e R$ 6 milhões em renovação de maquinário, processos industriais e marketing. A companhia tem 165 funcionários e 40 representantes comerciais no Brasil. A lista de clientes inclui nomes como Burger King, Hospital Albert Einstein, Cacau Show e Resort Costão do Santinho.

Fora do país, a empresa vem consolidando presença no exterior. No fim de 2024, oficializou o início de suas operações de venda nos Estados Unidos, com foco na linha premium de adegas e cervejeiras. Um dos primeiros clientes no mercado americano foi um empreendedor que está montando uma confeitaria em Las Vegas.

— Quando nos procuraram, até desconfiamos que era brincadeira — lembra Christiane.

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A expansão também se intensificou em países da América Latina, com crescimento em canais de distribuição e reconhecimento da marca em novos mercados. Com novos produtos e processos ainda mais estruturados, a empresa projeta crescimento de 25% em 2025.

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