Ex-presidente da Fiesc entende que Lula deve negociar com Trump a redução do tarifaço

A suspensão total de atividades de cadeias produtivas completas ligadas à exporação para os EUA leva industriais a cobrar ação do presidente Lula

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Empresário que foi também vice-presidente da CNI e, hoje, preside o conselho da Celesc, Glauco José Côrte está no grupo dos que defendem atuação direta de Lula nesse desafio (Foto: Estela Benetti)

Diante da crise sem precedentes que o tarifaço de 50% dos Estados Unidos está provocando para cadeias produtivas de Santa Catarina e do Brasil, grande parte das lideranças empresariais defende que o presidente Lula negocie diretamente um acordo com o presidente dos EUA, Donald Trump. Entre os que recomendam essa estratégia está o ex-presidente da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), Glauco José Côrte, que também foi vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e, atualmente, preside o conselho da Celesc. Essa opinião é a mesma do novo presidente da Fiesc, Gilberto Seleme.

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– Eu acho que o Brasil tem uma oportunidade de negociar com os Estados Unidos condições melhores, que possam prejudicar menos o setor produtivo. Mas é preciso que o governo, de fato, tome a iniciativa de procurar o presidente dos Estados Unidos para fazer essa negociação. Tem que ser de presidente para presidente. O Brasil está numa posição delicada. Nós temos que reconhecer que temos batido muito nos Estados Unidos. É claro que os Estados Unidos tomaram uma decisão inesperada, mas o governo brasileiro tem capacidade de reagir desde que tenha boa vontade para isso – destaca Glauco José Côrte.

Excluindo esse desafio da tarifa elevadíssima para exportar aos Estados Unidos, a indústria catarinense vai vem, observou o empresário para a coluna, quarta-feira (20), após a inauguração da Fundação Marcondes, do Costão do Santinho.

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– A indústria catarinense tem tido um desempenho superior à média brasileira. Aliás, essa é uma característica de Santa Catarina, em virtude, sobretudo, da nossa diversificação. Os empresários estão investindo, estão buscando novas tecnologias. Aliás, a participação dos Estados Unidos é muito importante quando se trata de novos investimentos, inovações e novas tecnologias – disse o industrial.

Para Glauco José Côrte, dificilmente alguém imaginaria um tarifaço desse tamanho pela frente. Mas já que aconteceu, a alternativa é tentar uma negociação positiva. E, para isso, é preciso que o presidente Lula participe.

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