Quase metade dos brasileiros consideram injusta Lei Magnitsky contra Moraes, diz Quaest

Outros 39% dos entrevistados responderam que a sanção contra o ministro so STF é justa

Compartilhe:
Ministro Alexandre de Moraes participa da sessão de encerramento do semestre. E também, é a última sessão da qual participa o decano da Corte, ministro Marco Aurélio, antes de sua aposentadoria. Crédito para a foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Trunal Federal (STF), foi sancionado pelo governo do americano Donald Trump (Foto: Rosinei Coutinho, SCO/STF)

A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda (25) aponta que 49% dos brasileiros consideram injusta a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Trunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, imposta pelo governo do presidente americano Donald Trump. As informações são do g1.

Continua após a publicidade

Questionados se “a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes é justa ou injusta?”, 39% dos entrevistados responderam que é justa. Outros 12% não sabem ou não responderam.

A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos e 12% não souberam ou não responderam. A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 13 e 17 de agosto.

Continua após a publicidade

Veja os numeros da pesquisa

  • Justa: 39%;
  • Injusta: 49%;
  • Não sabe/Não respondeu: 12%.

Perfil dos respondentes

A pesquisa inclui também o perfil das pessoas que defendem e não defendem a aplicação da sanção contra o ministro. Consideram mais injusta a punição quem se define como de esquerda, mas não é Lulista (80%), quem votou em Lula no segundo turno de 2022 (72%), moradores do Nordeste (56%), quem tem renda familiar até dois salários mínimos (53%), católicos (53%), pessoas a partir de 35 anos (50%) e mulheres (49%).

Já defendem a punição os eleitores de Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022 (75%), tanto bolsonaristas (74%) quanto quem é de direita, mas não é bolsonarista (74%) e evangélicos (49%). Homens se dividem entre quem considera injusta (48%) e quem vê como justa (44%), em empate no limite da margem de erro.

O que é a Lei Magnitsky?

A Lei Magnitsky é uma medida criada pelos Estados Unidos para impor restrições a estrangeiros que tenham cometido corrupção grave ou violação dos direitos humanos. Formulada em 2012, no governo do ex-presidente Barack Obama, a medida surgiu para sancionar envolvidos na morte do advogado Sergei Magnitsky, morto na prisão após investigar esquema de corrupção do governo russo.

Em 2016, a lei, que ficou conhecida como “pena de morte financeira”, foi ampliada e passou a valer para acusados em qualquer país. Embora não sejam punitivas, as medidas impedem que o indivíduo entre nos Estados Unidos ou mantenha contas e operações financeiras no país.

Continua após a publicidade

A principal sanção prevista na lei é o bloqueio de bens de pessoas — ou organizações — que estejam nos EUA. Isso inclui desde contas bancárias e investimentos financeiros até imóveis, por exemplo. Os sancionados não podem realizar operações que passem pelo sistema bancário dos EUA.

Na prática, isso leva ao bloqueio de ativos dolarizados mesmo fora da jurisdição norte-americana, bem como o bloqueio de cartões de crédito internacionais de bandeiras com sede no país.

Continua após a publicidade

Leia também

De ditadores a facções: Além de Moraes, saiba quem são os outros punidos pela Lei Magnitsky