A Companhia Carris de Ferro de Lisboa, empresa responsável pela operação do Elevador da Glória — que descarrilou e tombou na quarta-feira (3) em Lisboa, causando a morte de 16 pessoas — deu assessoria técnica ao governo do Rio de Janeiro na reestruturação do sistema de bondes de Santa Teresa. As informações são do O Globo.
A contratação ocorreu após o acidente de 27 de agosto de 2011, quando uma composição sem freio saiu dos trilhos e colidiu com um poste no bairro carioca, deixando seis mortos e 54 feridos. O projeto de recuperação do sistema foi anunciado em 2012, com orçamento de R$ 110 milhões. No entanto, o valor pago à empresa portuguesa pela consultoria técnica nunca foi detalhado.
Funcionamento dos bondes
Em 2024, o sistema transportou mais de 570 mil passageiros, e o governo estadual investiu R$ 70 milhões para reativar duas das três linhas históricas.
Segundo a Associação de Engenheiros Ferroviários (Aenfer), o sistema atual é mais seguro, com velocidade reduzida e novos mecanismos de frenagem automática e aderência em trechos íngremes. Ainda assim, há críticas quanto à lotação dos bondes e à falta de informações turísticas, como mapas e folhetos.
A Secretaria estadual de Transportes afirma que o sistema passou por profunda modernização, mantendo o caráter histórico dos bondes. A terceira linha, entre Largo da Carioca e Silvestre, permanece desativada há cerca de 20 anos, mas deve ser reativada em breve, ampliando o acesso ao Trem do Corcovado.
A tarifa para turistas é de R$ 20, com gratuidade para moradores de Santa Teresa. A venda de bilhetes se encerra às 16h no Largo da Carioca.
Veja fotos do Elevador da Glória após acidente
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