Gigante japonesa com fábrica em SC cria comitê para investigar “contabilidade imprópria”

Subsidiária da Nidec relatou problema em operação na China

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Em comunicado, companhia pediu desculpas a acionistas e investidores (Foto: Reprodução)

A Nidec Corporation anunciou a criação de um comitê independente para investigar possíveis incidentes do que chamou em um comunicado de “contabilidade imprópria”. O problema teria ocorrido em uma unidade da companhia na China. A multinacional japonesa mantém em Santa Catarina uma fábrica de compressores comprada da Embraco, em 2018.

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No comunicado, a Nidec informou que foi notificada pela Nidec Techno Motor, subsidiária especializada em motores industriais e de ar-condicionado, sobre suspeitas de contabilidade imprópria envolvendo um pagamento único de 200 milhões de ienes – algo próximo de R$ 7,4 milhões, pela cotação atual – feito no fim de setembro de 2024. O caso envolveria um desconto na compra de um fornecedor.

Em resposta, a companhia diz ter contratado advogados, contadores e outros especialistas externos para conduzir investigações internas, incluindo procedimentos forenses digitais, para esclarecer o problema. As investigações, acrescentou a Nidec, encontraram documentos sugerindo que a empresa e suas subsidiárias “poderiam ter se envolvido em contabilidade imprópria com o envolvimento ou conhecimento de sua administração”.

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“Diante do exposto, a companhia reconheceu as limitações do sistema de investigação anterior, que envolvia especialistas externos e era liderado por membros do Comitê de Auditoria e Supervisão, bem como a necessidade de investigações objetivas por um comitê terceirizado independente”, destacou na nota.

Caberá a este comitê apurar os fatos, investigar a raiz do problema e calcular o valor do impacto caso seja constatada essa contabilidade imprópria, além de recomendar medidas preventivas para que a situação não ocorra novamente.

Ainda no comunicado, a Nidec pediu “sinceras desculpas pelas sérias preocupações e inconvenientes causados ​​aos seus acionistas, investidores e todas as demais partes relacionadas a este assunto” e disse que vai cooperar integralmente com as investigações deste comitê.

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