O homem de 60 anos suspeito de abusar sexualmente de uma menina de 10 anos em um condomínio de São José, na Grande Florianópolis, tentou fugir antes de ser preso em flagrante nesta quinta-feira (11), de acordo com a Polícia Civil. As câmeras de monitoramento do edifício flagraram o crime e a criança confirmou o ato.
Segundo a Polícia Civil, a vítima será ouvida em depoimento especial no Fórum de São José. O homem é professor de Educação Física aposentado e ex-instrutor de Judô, e já passou por uma audiência de custódia, que manteve a prisão. Ele foi encaminhado para a Penitenciária de Florianópolis.
O caso foi encaminhado para a Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso e tramita em segredo de justiça por envolver menor de idade.
O que diz a Secretaria de Estado da Educação
Em nota, a Secretária de Educação informou que o homem se aposentou em 2016 e que está à disposição da Polícia Civil para colaborar com as investigações. Veja a nota na íntegra abaixo:
“A Secretaria de Estado da Educação (SED), por meio da Coordenadoria Regional de Educação (CRE) de Florianópolis, informa que o homem envolvido no caso está aposentado desde 2016 da rede estadual de ensino, mas a SED está à disposição da Polícia Civil para colaborar com as investigações. Desta forma, todas as eventuais denúncias realizadas contra o suspeito no período em que ele atuava como professor da rede estadual serão levantadas para auxiliar nas apurações.
A SED ressalta o comprometimento ao combate a qualquer tipo de violência dentro e fora das escolas estaduais de Santa Catarina. Um dos pilares do programa Escola Boa, do movimento Educação Levada a Sério, é a segurança escolar: 100% das unidades terão videomonitoramento, com a instalação de 10.500 câmeras, além de 21.300 sensores de presença e 1.038 botões de pânico. Também cabe ressaltar que a Secretaria possui o Núcleo de Educação e Prevenção às Violências na Escola (NEPRE) no órgão Central, nas Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) e nas Unidades Escolares (UEs) da rede estadual, para oferecer suporte a estudantes e profissionais no enfrentamento de diversas formas de violência. O núcleo é composto por uma equipe multiprofissional, formada por educadores, psicólogos e assistentes sociais, que presta atendimento a toda a rede”.
Suspeito era instrutor de Judô
A Associação Desportiva do Instituto Estadual de Educação, onde o suspeito atuou, publicou uma nota dizendo que “manifesta, com profunda indignação e revolta, seu total REPÚDIO às atitudes criminosas atribuídas ao ex-professor e que tais atos são absolutamente inaceitáveis, repulsivos e incompatíveis com qualquer valor defendido pela instituição”.
“A ADIEE JUDÔ manifesta, com profunda indignação e revolta, seu total REPÚDIO às atitudes criminosas atribuídas ao ex-professor, atualmente denunciado por abuso sexual, envolvendo uma criança de apenas 10 anos.
Tais atos são absolutamente inaceitáveis, repulsivos e incompatíveis com qualquer valor defendido pela nossa instituição e pelo judô como arte marcial, filosofia de vida e prática educativa. O judô é um caminho de respeito, disciplina e integridade – e jamais será conivente com atitudes criminosas ou abusos de qualquer natureza, especialmente contra crianças.
Nos solidarizamos com a vítima e sua família, reafirmando nosso compromisso com a proteção da infância e o combate veemente a qualquer forma de violência.
Que a Justiça seja feita, e que o acusado pague pelo que fez nos rigores da lei e atrás das grades, como deve ocorrer em um Estado que preza pelos direitos humanos e pela proteção dos mais vulneráveis. A comunidade do judô está unida e repudia com veemência esse tipo de conduta.
Nos manteremos vigilantes e firmes na luta por um ambiente seguro, saudável e ético para todos os nossos praticantes, especialmente nossas crianças”.
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