A Polícia Civil busca prender oito suspeitos pelo assassinato do ex-delegado-geral da Polícia de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes. Ele foi morto a tiros no dia 15 de setembro, em Praia Grande, no Litoral paulista. As informações são do g1.
Uma das linhas de investigação é a de que ele foi assassinado por uma facção criminosa que comanda o tráfico de drogas em São Paulo e já o ameaçou de morte. Outra possibilidade é que o crime possa ter ligação com o trabalho dele como secretário da Administração em Praia Grande.
— O Garra/Dope, através da equipe de intervenções estratégicas que está participando da força-tarefa da delegacia-geral que investiga o crime envolvendo o ex-delegado-geral, realiza diligências. As investigações estão avançadas. É uma grande força-tarefa que nos próximos dias também terá mais pessoas presas, mais respostas a esse crime horrendo e violento — falou Tom Blumer, delegado do Garra/Dope.
Nesta quinta-feira (25), a polícia identificou o oitavo suspeito de participação no assassinato de Ruy Ferraz. Ele foi identificado como Umberto Alberto Gomes, de 39 anos e é considerado foragido pela Justiça. A defesa dele não foi localizada pela reportagem do g1.
Até o momento, quatro pessoas foram presas e quatro investigados são procurados. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os laudos periciais ainda estão em elaboração.
Veja a lista dos suspeitos
- Felipe Avelino da Silva (foragido), conhecido como Mascherano, teve o DNA encontrado em um dos carros usados no crime;
- Flávio Henrique Ferreira de Souza (foragido), de 24 anos, também teve o DNA encontrado em um dos carros;
- Luis Antonio Rodrigues de Miranda (foragido) é procurado por suspeita de ter ordenado que uma mulher fosse buscar um dos fuzis usados no crime;
- Willian Silva Marques (preso e sem foto), dono da casa em Praia Grande de onde teria saído um fuzil que pode ter sido usado no crime, se entregou à polícia no domingo (21);
- Dahesly Oliveira Pires (presa) foi presa na quinta-feira (18) por suspeita de ser a mulher que foi buscar o fuzil na Baixada Santista;
- Luiz Henrique Santos Batista (preso), conhecido como Fofão, está envolvido, segundo a polícia, na logística da morte do ex-delegado. Ele teria dado carona para que um dos criminosos fugisse da cena do crime e foi preso na sexta-feira (19);
- Rafael Marcell Dias Simões (preso), conhecido como Jaguar, foi preso no sábado (20) após se entregar à polícia em São Vicente, no litoral;
- Umberto Alberto Gomes (foragido), de 38 anos, digitais dele foram encontradas numa segunda casa usada pelos criminosos em Mongaguá.
A Polícia Civil pede para quem tiver informações que possam levar às prisões dos foragidos telefonar para o Disque-Denúncia pelo número 181. Não é preciso se identificar.
Veja fotos do ex-delegado assassinado
O que dizem as defesas?
A defesa de William Silva Marques afirmou que permanece à inteira disposição da autoridade policial para prestar todos os esclarecimentos necessários no âmbito das investigações em curso e que havia sido agendado depoimento para o dia 18, mas a oitiva foi cancelada pela própria autoridade policial.
“É importante ressaltar que o proprietário não possui qualquer relação com os fatos investigados, tampouco qualquer intenção de se furtar aos esclarecimentos, colocando-se desde já à disposição para contribuir com a elucidação do ocorrido”, declarou a defesa.
A defesa de Dahesly informou que não iria se pronunciar neste momento. As defesas dos outros suspeitos não foram localizadas pelo g1.
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