Empresários fazem negócios nos EUA em setores não afetados pelo tarifaço

Apesar de o cenário não parecer favorável, empresas de serviços do Brasil aproveitam o fato de não serem taxadas para fazer negócios nos EUA

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Os empresários Mário Mendes Jr. (E) e Fabiano Montez organizaram missão empresarial do Brasil em Miami, que teve painéis em auditório da Must University (Foto: Divulgação)

Quando o governo dos Estados Unidos anunciou o tarifaço para produtos da indústria e do agronegócio brasileiro, o setor de serviços, embora não afetado, avaliou que também passou a enfrentar um ambiente de negócio hostil. Com o objetivo de superar essa visão e oportunizar negócios para esses setores não afetados, dois empresários brasileiros organizaram uma missão em Miami terça e quarta-feira da última semana, a The One Mission, com 40 empresários. No evento, teve anúncios nos setores de saúde, mobilidade sustentável, crédito de carbono e outros.

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– Temos uma operação aqui nos Estados Unidos que apoia a internacionalização de empresas brasileiras no mercado americano, para os mais diversos setores. Quando estourou o tarifaço, meu telefone começou a tocar sem parar. Eram empresários de setores afetados e não afetados, como o de serviços, tecnologia e saúde. Então, eu e o empresário Fabiano Montez, decidimos criar uma missão para setores estratégicos e deu certo – explica o empresário Mário Mendes Jr.

Participaram empresários com negócios nos setores de preservação ambiental, autopeças, saúde, tecnologia, finanças, imobiliário e outros. A clínica de saúde MedStations, dos EUA, fundada pelo médico brasileiro Neymar Lima, em Miami, anunciou plano para abrir 200 franquias no mercado americano até 2027.

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Banco digital brasileiro voltado à inclusão de pessoas com deficiência, o Parabank, fundado por Gelson Júnior, ex-atleta paralímpico, apresentou no evento em Miami seu modelo de crédito voltado à saúde. Ele financia, por microcrédito, exames e tratamentos.  

A Next ESG apresentou sua metodologia MRV (mensuração, relato e verificação) de padrão internacional para mensuração de emissões para dar lastro a créditos de carbono. A partir dessa base, o Grupo ARX iniciou inventário setorial de emissões com potencial de medir 1,2 milhão de toneladas de CO2 por ano.

A missão contou com a participação de dois empresários catarinenses, Tiago Kolling, do setor de incorporação imobiliária, e Giovanni Pastre, sócio fundador da BWG Head Funding, que tem alcançado resultados acima da média.

Ao analisar o resultado do evento, o empresário Mário Mendes avalia que o que nasceu em Miami é um ecossistema bilateral que une sustentabilidade, saúde, finanças e governança para facilitar a realização de negócios.

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