Governo federal tem procurado alternativas para recompor o Orçamento de 2026 (Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil)
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou que as medidas de corte de gastos devem ser discutidas na semana que vem. O governo federal tem procurado alternativas para recompor o Orçamento de 2026, enquanto acumula derrotas no Congresso Nacional. As informações são do g1.
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A informação foi confirmada pela TV Globo, nesta quinta-feira (23). O projeto é uma das três medidas que integram o pacote de arrecadação do governo federal. Antes, o Poder Executivo havia enviado uma medida provisória ao Congresso Nacional com o mesmo objetivo, mas esta foi derrubada após perder a validade.
— É a pauta da Casa. O governo está decidindo o veículo que vai usar nesta questão para repor o que foi perdido na MP 1303 [medida provisória que compensava a alta do IOF] — disse Motta.
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Relembre trocas de ministros no governo Lula
Wolney Queiroz (à esquerda), ex-número 2 do Ministério da Previdência, assumiu a pasta no lugar de Carlos Lupi (à direita) após denúncias de fraude em pagamentos do INSS (Fotos: Lula Marques, Agência Brasil)Frederico de Siqueira Filho (à esquerda) assumiu Ministério das Comunicações na vaga de Juscelino Filho, que deixou o cargo após denúncias envolvendo aplicação de emendas parlamentares (Fotos: Antônio Cruz e Valter Camapanato, Agência Brasil)Alexandre Padilha (à esquerda) deixou Secretaria de Relações Institucionais para assumir a Saúde e foi substituído no cargo de articulação política pela deputada federal Gleisi Hoffmann, à direita na imagem (Fotos: Marcelo Camargo, Agência Brasil / Câmara dos Deputados, Divulgação)Nísia Trindade, ex-ministra da Saúde, deixou a função por decisão de Lula para a entrada do aliado Alexandre Padilha (Fotos Lula Marques, Agência Brasil Marcelo Camargo, Agência Brasil)Paulo Pimenta, ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), deixou o cargo em janeiro para a entrada do marqueteiro Sidônio Palmeira (Fotos Wilson Dias, Agência Brasil Marcelo Camargo, Agência Brasil)Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, foi demitido após denúncias de importunação sexual; foi substituído por Macaé Evaristo (Fotos Lula Marques, Agência Brasil Ricardo Stuckert, PR)Flávio Dino, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, saiu da função após ser indicado ministro do STF; Ricardo Lewandowski assumiu o posto (Fotos Lula Marques, Agência Brasil Joédson Alves, Agência Brasil)Márcio França, ex-ministro de Portos e Aeroportos, deu lugar ao deputado Silvio Costa Filho e foi remanejado para uma nova pasta, o Ministério de Micro e Pequenas Empresas (Fotos Fábio Rodrigues Pozzebom, Agência Brasil)Ana Moser, ex-ministra do Esporte, foi retirada do cargo para a entrada de André Fufuca, indicação política do PP de Arthur Lira(Fotos Wilson Dias, Agência Brasil e Fábio Rodrigues Pozzebom, Agência Brasil)Daniela Carneiro, ex-ministra do Turismo, saiu da pasta em julho de 2023 após romper com o União Brasil e deu lugar a Celso Sabino (Fotos Lula Marques, Agência Brasil e Joédson Alves, Agência Brasil)General Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), deixou cargo em abril de 2023 após polêmicas sobre o 8 de janeiro; foi substituído pelo general Marcos Amaro (Fotos Lula Marques e Antônio Cruz, Agência Brasil)
Após a última derrota, o governo federal decidiu fatiar o pacote em três partes:
corte de despesas;
corte nas isenções tributárias;
projeto que aumenta arrecadação, com aumento da tributação de casas de apostas (bets), fintechs e juros sobre o capital próprio.
Por que o governo dividiu o pacote?
A decisão de fatiar a medida provisória foi tomada após uma reunião entre o ministro Fernando Haddad, da Fazenda, e o presidente Lula (PT), no início desta semana. Haddad disse, na terça-feira (21), que havia mais apoio para aprovar as medidas de corte de gastos — que totalizavam R$ 15 bilhões.
Quando serão votadas as outras medidas?
Quanto às outras duas medidas, Motta não deu mais informações. O presidente da Câmara apenas confirmou que o corte nas isenções tributárias será discutido futuramente.
— Isenções ainda não, ficará mais para a frente um pouco. Mas queremos avançar — disse Motta após deixar reunião com líderes partidários.