O encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump ficou definido pelos governos dos dois países para acontecer no próximo domingo (26). Os líderes estarão na Malásia para participar da Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático).
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A cúpula acontece entre os dias 26 e 28 de outubro. A intenção é que a reunião ocorra no final da tarde de domingo, no horário de Kuala Lumpur, ou seja, pela manhã, no horário de Brasília. A diferença de fuso horário na Malásia é de 11 horas em comparação com o Brasil.
O Brasil espera que Lula e Trump possa conversas a sós, e depois a reunião seja ampliada para a participação das equipes presidenciais. Porém, o formato em que o encontro deve ocorrer ainda é discutido entre os dois países.
Se forem incluídos auxiliares na audiência, o lado brasileiro deve contar com a presença dos ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, Alexandre Silveira, de Minas e Energia, Carlos Fávaro, da Agricultura, e o assessor-chefe adjunto da assessoria internacional, Audo Faleiro.
O Brasil está aberto para a discussão de qualquer assunto no momento, com exceção de temas relacionados à soberania nacional. Lula deve se colocar à disposição para uma eventual mediação entre EUA e Venezuela, e também estenderá a oferta para ajuda com a Colômbia, caso os países tenham interesse.
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Cronograma e preparações
A abertura da reunião da Asean acontece às 10h de domingo (horário de Kuala Lumpur), 23h de sábado no Brasil. Depois disso, Lula terá reuniões bilaterais com lideranças como o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.
As chancelarias dos dois países preparam o encontro de Lula e Trump. Os dois presidentes conversaram por telefone há duas semanas por cerca de meia hora. Na última quinta-feira (16), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, estiveram reunidos.
Ambas as conversas tiveram como foco a economia. O ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, não foi pauta.
A reunião na Malásia pode marcar uma mudança na relação bilateral, abrindo caminho para um momento mais estável e melhores negociações comerciais. Espera-se que os dois lados estejam dispostos a superar a crise diplomática, considerada a pior em mais de 200 anos de relações entre Brasil e Estados Unidos.
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Tom descontraído de Lula
Para auxiliares, Lula falou que pretende manter o tom descontraído e respeito na reunião com o presidente Donald Trump na Malásia. A avaliação foi de que essa postura “aberta e espontânea” adotada no rápido encontro em Nova York e depois na ligação entre os dois deu certo.
O presidente pretende repetir a dose no encontro na Ásia, porque segundo auxiliares de Lula é desa forma que ele se sente mais confortável em fazer diplomacia.

