Ministro André Mendonça assume relatoria do caso Master após saída de Toffoli

Ministro foi escolhido após ser sorteado no sistema interno do tribunal na noite desta quinta-feira (12)

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Ministro André Mendonça assume relatoria do caso Master após saída de Toffoli

André Mendonça assumiu relatoria do caso do Banco Master (Foto: Senado Federal, Divulgação)

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), assumiu a relatoria das investigações do caso Master no lugar de Dias Toffoli na noite desta quinta-feira (12). O ministro foi escolhido após ser sorteado no sistema interno do tribunal. Com informações do g1.

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A decisão da saída de Toffoli da relatoria do caso foi tomada após reunião entre os ministros da Corte e ocorre em meio ao avanço das apurações conduzidas pela Polícia Federal. Em nota, o STF informou que Toffoli,”considerados os altos interesses institucionais”, pediu que o tema fosse redistribuído.

A Corte ainda afirmou, em um texto assinado pelos ministros, não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição”, que reconhecem “a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli” e que expressam “apoio pessoal a Toffoli.

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Um relatório encaminhado ao Supremo na última segunda-feira (9) mencionou o magistrado a partir de informações extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. Durante a reunião, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, comunicou aos colegas os pontos levantados pela PF.

O documento também foi enviado por Toffoli à Procuradoria-Geral da República (PGR).

O caso do Banco Master

Entenda a relação entre o Banco Master e a empresa da família Toffoli

Em nota divulgada nesta quinta-feira, Toffoli explicou sua participação societária na empresa Maridt e negou qualquer vínculo pessoal ou financeiro com Daniel Vorcaro.

O ministro reconheceu que integra o quadro societário da empresa, mas afirmou que a gestão é realizada por familiares. Segundo a nota, essa situação é permitida pela Lei Orgânica da Magistratura (Loman), que proíbe apenas que magistrados exerçam funções de administração.

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As investigações sobre possíveis irregularidades na gestão do Banco Master chegaram ao STF em dezembro do ano passado. Na ocasião, Toffoli decidiu que o caso deveria tramitar na Corte.

Inicialmente, o processo corria na Justiça Federal em Brasília e tratava da operação de compra do banco pelo BRB. Dentro desse contexto, Toffoli determinou a realização de depoimentos e acareações no penúltimo dia do ano. Já em janeiro, autorizou a prorrogação das apurações.

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Também em janeiro, o ministro autorizou uma operação da Polícia Federal em outra frente investigativa — desta vez, sobre um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. A ação incluiu buscas em endereços ligados ao controlador da instituição, Daniel Vorcaro, e a familiares, como pai, irmã e cunhado.