O Grupo Fictor, que acaba de pedir recuperação judicial e obter 30 dias para não ter novos bloqueios de bens, deve R$ 53,4 milhões para 94 credores em Ribeirão Preto, cidade do interior de São Paulo. Informações da petição revelam que a companhia tem seis destes credores com valores que variam entre R$ 1 milhão e R$ 31,5 milhões. Os demais têm aplicações que partem de R$ 200 a chegam a quase R$ 900 mil. As informações são do g1. (veja outras cidades com credores abaixo)
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Na região de Ribeirão Preto, o grupo também tem credores em outras 23 cidades, com mais de R$ 11 milhões aplicados. A região é um polo agrícola e sucroenergético, setor que envolve toda a cadeia produtiva da cana-de-açúcar. São as cidades com credores:
- Barretos
- Batatais
- Bebedouro
- Colina
- Colombia
- Dobrada
- Franca
- Guaira
- Guariba
- Ituverava
- Jaborandi
- Jaboticabal
- Miguelópolis
- Monte Alto
- Morro Agudo
- Orlândia
- Restinga
- São Joaquim da Barra
- Serrana
- Sertãozinho
- Taiúva
- Taquaral
- Taquaritinga
Ao todo, o pedido recuperação da Fictor Holding e da Fictor Invest abrange mais de R$ 4,2 bilhões em dívidas. Ele foi motivado por uma crise de liquidez associada a uma tentativa de compra do Banco Master em novembro de 2025.
O caso do Banco Master
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O que faz o Grupo Fictor?
O grupo criado em 2007 é um conglomerado brasileiro de empresas com presença em diferentes segmentos como agronegócio, energia e finanças.
No pedido de recuperação judicial enviado ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), acessado pela equipe de reportagem da TV Globo, o grupo declarou acumular mais de R$ 4,2 bilhões em dívidas em duas de suas empresas e que pretende quitá-las sem a aplicação de descontos.
A alegação do Grupo Fictor para o pedido envolve o Banco Master, liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central, sob a justificativa de que a situação econômico-financeira da instituição do banqueiro Daniel Vorcaro estava comprometida.
Um dia antes dessa decisão do Bacen, o Grupo Fictor havia tentado comprar o Master e, por isso, alega que foi afetado pelas notícias da liquidação, o que teria impactado sua reputação e levado clientes a pedirem a retirada de quantias de contas, prejudicando as finanças.
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Justiça paulista determina suspensão e bloqueio de bens
Diante do pedido Grupo Fictor, a Justiça de São Paulo determinou, na segunda-feira (2), a suspensão, por 30 dias, de processos de execução e de novos bloqueios de bens contra duas empresas do grupo.
Apesar da suspensão temporária, a decisão vale apenas para atos futuros. Isso significa que valores já bloqueados continuam retidos e só poderão ser liberados após a conclusão de uma perícia que apure a situação das empresas e eventuais indícios de fraude.
Antes de decidir se aceita o pedido de recuperação judicial, o juiz também determinou a verificação das condições de funcionamento das empresas e a análise de toda a documentação apresentada, incluindo a lista de credores. Não há prazo definido para essa análise.






