Identidade validada e escolha secreta: o protocolo que separa a biometria do eleitor da opção na cabine

Escaneamento na seção serve apenas para habilitar o painel e impede a associação entre a identidade e os números digitado

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Validação digital na mesa receptora e segredo na votação: saiba como o sistema da urna eletrônica protege o anonimato e impede a associação do voto ao cidadão (Foto: Antonio Augusto, Secom-TSE)

Pode parecer uma dúvida boba, mas a biometria é utilizada exclusivamente para liberar a urna eletrônica nas seções eleitorais. Ou seja, ela não tem qualquer registro ou associação com o voto do cidadão. Ao escanear a impressão digital na mesa receptora, o sistema confirma a identidade do eleitor e habilita o painel na cabine de votação. Esse protocolo presencial assegura o sigilo dos números digitados durante a votação. O processo de modernização das eleições com a digital existe desde 2008. Com a nova Resolução TSE nº 23.759/2026, a identificação com a biometria será adotada em todas as seções eleitorais do país.

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Validação biométrica e sigilo do voto

Concluída a conferência dos dados do documento oficial na mesa receptora, o sensor da biometria autoriza o acesso a urna eletrônica para permitir a digitação das escolhas em ambiente isolado.

A separação entre o momento da identificação individual, a biometria, e a gravação da opção escolhida garante que nenhuma impressão digital acompanhe a inclusão do voto no banco de dados da urna eletrônica.

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Registro digital do voto e Boletim de urna

Ao ser confirmado no teclado da urna, o voto é armazenado no Registro Digital do Voto (RDV) por meio de um algoritmo que embaralha a ordem das digitações na memória do equipamento.

Essa gravação aleatória impede a reconstrução da ordem de chegada dos votantes na seção, permitindo que a emissão final do Boletim de Urna (BU) apresente a soma total de votos da máquina das Eleições 2026, mantendo em segredo as escolhas de cada cidadão.

Auditoria e testes públicos de segurança nas Eleições 2026

Finalizada a votação nas seções eleitorais, a verificação da integridade dos sistemas por entidades fiscalizadoras compara a soma dos relatórios impressos com os arquivos gerados para a apuração.

A realização de auditorias com votos previamente conhecidos demonstra o correto funcionamento do equipamento e reforça a segurança das rotinas de checagem sem violar o direito constitucional ao sigilo da escolha individual nas Eleições 2026.

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*Com edição de Luiz Daudt Junior.