Em meio à crise no STF, Fachin exclui pedido de Moraes contra Mendonça de inquérito das fake news

Edson Fachin deu prazo de cinco dias para que a PGR e Mendonça se manifestem sobre o pedido de Alexandre de Moraes

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STF passa por uma crise com revelações no âmbito do caso Master (Fotos: Gustavo Moreno, STF)

STF passa por uma crise com revelações no âmbito do caso Master (Fotos: Gustavo Moreno, STF)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, retirou o pedido do ministro Alexandre de Moraes no inquérito das fake news para que fosse aberto um processo contra o ministro André Mendonça. A determinação acontece em meio a uma crise na Corte, com um prazo de até cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e Mendonça se manifestem sobre o pedido de Moraes.

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Os casos, tanto o que envolve o relatório da Polícia Federal que aponta uma relação de proximidade entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, quanto o relacionado ao pedido de abertura de uma investigação contra Mendonça, também foram transferidos para a Presidência da Corte. O pedido de Moraes, no entanto, é baseado em um documento da Polícia Federal sem caráter probatório que indica que houve houve assimetria em ações do ministro contra políticos no caso Master.

Além disso, Moraes também é relator do inquérito das fake news. Agora, Fachin vai definir quais procedimentos devem ser adotados em ambos os casos.

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Mendonça retirou sigilo de relatório da PF

A decisão de Fachin acontece após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF com mensagens e contatos entre Vorcaro e Moraes. Mendonça também sugeriu que o relatório fosse avaliado pelo plenário da Corte.

O ministro também pediu que a PGR se manifestasse sobre o tema, mas o procurador Paulo Gonet, que também foi mencionado nos relatórios divulgados afirmou que a investigação é nula, já que não poderia ter sido solicitada ou realizada sem um pedido do MP ou da Polícia Federal.

Quem é Daniel Vorcaro

Pedido de Moraes para abertura de investigação

Na noite de quinta-feira (3), Moraes pediu a abertura de uma investigação contra Mendonça ao presidente Fachin. Segundo Moraes, os documentos produzidos pela PF apontam três principais frentes de atuação irregular de Mendonça:

  • direcionamento de investigações contra o próprio Moraes e contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por razões que os relatórios atribuem a motivações pessoais e políticas
  • suposta usurpação da direção das investigações, com prejuízo à cadeia de custódia das provas;
  • participação indevida em tratativas de colaboração premiada;