Um impasse entre os donos e os trabalhadores de supermercados em Balneário Camboriú pode levar ao fechamento de todo o comércio durante os feriados _ um golpe duro para o turismo de compras. As lojas abertas de segunda a segunda estão entre os principais atrativos de Balneário Camboriú.
A origem do problema está num decreto presidencial que incluiu os supermercados como serviços essenciais, desde o ano passado. Com a mudança, os supermercadistas não querem mais pagar um bônus pelos feriados trabalhados, como determinava a convenção coletiva assinada em Balneário Camboriú. Só que esse acordo inclui, também, todos os trabalhadores do comércio.
A validade da convenção coletiva terminou ontem. Como está difícil chegar a um consenso, os trabalhadores concordaram em estender a discussão por mais 30 dias. Mas, se não houver acordo o caso vai à Justiça.
A alegação dos trabalhadores é de que os supermercados não vendem somente alimentos, que são os itens de primeira necessidade, mas também uma série de outros produtos _ de roupas a objetos de decoração. E por isso não poderiam se valer do decreto de serviço essencial.
O presidente do sindicato patronal, o Sindilojas, Hélio Dagnoni, diz que tem poucos associados com força para fazer os supermercadistas _ que ele também representa _ mudarem de ideia. Se os trabalhadores conseguirem derrubar a abertura nos de abrir nos feriados, por falta de bônus salarial, todo o comércio irá na mesma onda.
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