O prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira (PSB), chamou nesta terça-feira a equipe do resgate social para conversar sobre o inquérito instaurado pelo Ministério Público em Florianópolis e remetido à cidade, que investiga o envio de pessoas em situação de rua à Capital, a contragosto.
Em entrevista à rádio CBN Diário, o prefeito disse que o município possui um protocolo de atendimento e irregularidades nas abordagens “não serão toleradas”.
As denúncias, que estão sob responsabilidade do promotor Rosan da Rocha, incluem suposta truculência nas abordagens.
A Secretaria de Inclusão Social de Balneário Camboriú nega o envio compulsório de pessoas em situação de rua a outros municípios. Mesmo assim, o número de passagens emitidas oficialmente pela prefeitura este ano impressiona: foram mais de mil.
De acordo com o secretário, Luiz Maraschin, a compra dos bilhetes ocorre com consentimento e assinatura da pessoa que está sendo auxiliada. Curitiba e Florianópolis são as cidades mais procuradas, mas desde que a denúncia ao Ministério Público chegou ao conhecimento da prefeitura, os servidores estão proibidos de oferecer passagens para a Capital.
A estimativa da prefeitura de Balneário Camboriú é de que há hoje 300 pessoas em situação de rua vivendo no município — número que aumenta durante a temporada de verão.
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