Prefeito diz que irregularidades em abordagens a moradores de rua “não serão toleradas”

Compartilhe:

O prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira (PSB), chamou nesta terça-feira a equipe do resgate social para conversar sobre o inquérito instaurado pelo Ministério Público em Florianópolis e remetido à cidade, que investiga o envio de pessoas em situação de rua à Capital, a contragosto.

Continua após a publicidade

Em entrevista à rádio CBN Diário, o prefeito disse que o município possui um protocolo de atendimento e irregularidades nas abordagens “não serão toleradas”.

As denúncias, que estão sob responsabilidade do promotor Rosan da Rocha, incluem suposta truculência nas abordagens.

Continua após a publicidade

A Secretaria de Inclusão Social de Balneário Camboriú nega o envio compulsório de pessoas em situação de rua a outros municípios. Mesmo assim, o número de passagens emitidas oficialmente pela prefeitura este ano impressiona: foram mais de mil.

De acordo com o secretário, Luiz Maraschin, a compra dos bilhetes ocorre com consentimento e assinatura da pessoa que está sendo auxiliada. Curitiba e Florianópolis são as cidades mais procuradas, mas desde que a denúncia ao Ministério Público chegou ao conhecimento da prefeitura, os servidores estão proibidos de oferecer passagens para a Capital.

A estimativa da prefeitura de Balneário Camboriú é de que há hoje 300 pessoas em situação de rua vivendo no município — número que aumenta durante a temporada de verão.

Acompanhe as publicações de Dagmara Spautz

Continua após a publicidade

Hotelaria espera 95% de ocupação no Réveillon em Balneário Camboriú

Governo suspende exportação de pescado brasileiro aos países da União Europeia

Câmara de Itapema aprova lei que acaba com limite de altura para os prédios