“Com a volta do crescimento, vamos ter mais investimento” diz Lopes, da Acats

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Um dos setores menos afetados pela crise dos últimos anos em Santa Catarina foi o supermercadista, que seguiu investindo. Esse ritmo de expansão tende a ser maior agora, na expectativa do empresário Paulo Cesar Lopes, presidente da Rede Top, de Blumenau, que assumiu na última sexta-feira, em evento na ACM, mais um mandato de dois anos à frente da Acats, a Associação Catarinense de Supermercados.

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Expectativas com a equipe econômica do novo governo

Aliás, ele próprio convidou empresários a tirar projetos da gaveta durante o discurso. A entidade também atua com força no incentivo à adoção de tecnologia e práticas sustentáveis. Confira a entrevista.

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O que vocês vão priorizar nessa segunda gestão?

Paulo Cesar Lopes – Vamos dar continuidade aos trabalhos que estão sendo desenvolvidos. São Muitos. Mas a maior prioridade da Acats é a qualificação e requalificação dos nossos associados. Há uma preocupação muito grande com esse novo momento em que o varejo vive, com inovações cada vez mais presentes, com novos hábitos de consumo por parte dos nossos clientes que estão cada vez mais informados. Eles têm um smartphone na mão que permite acessar informações do mundo todo, em todos canais. Hoje, temos uma amplitude de canais que vai de loja física, loja online, atacarejo, canal farma… Enfim, hoje o cliente tem muitos canais para comprar e levar esse conhecimento aos nossos associados para que consigam trazer esses clientes para as suas lojas é uma prioridade da nossa gestão.

 

Quais projetos em andamento o senhor destaca?

Lopes – Temos projetos reconhecidos no país e até no exterior. Um deles é o Supermercado Lixo Zero, voltado à sustentabilidade. Temos também o programa de rastreabilidade de alimentos, que iniciou em SC e hoje já está sendo estendido para outras regiões do Brasil e o projeto Supermecados Solares em fase de implantação. Um outro projeto que já implantamos e está sendo difundido em nível de Brasil que é o de padronização de cadastros. Existe uma plataforma, a indústria cadastra e o varejo utiliza esse cadastro único.

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Como é esse cadastro único?

Lopes – É um cadastro que traz uma série de dados para cada produto industrial, como número, nome, descrição, medidas, informações para pessoas que têm intolerância e outras. Antes, cada empresa fazia o seu cadastro, isso gerava muitos problemas. Hoje, os dados são únicos, feitos por uma empresa de tecnologia catarinense, a Simplus, de Joinville. Ela faz o cadastro do produto, mede, fotografa, tem banco de dados para aplicar na mídia e nas redes sociais. Você perguntou o exemplo da BRF, que tem atuação nacional. Há um cadastro com todos os produtos da BRF. A Simplus faz o cadastramento para indústrias de todo o Brasil. Ninguém imagina a complexidade que era isso antes. Hoje é online, em todas as plataformas. Começamos no ano passado, uma demanda do nosso setor comercial. A Simplus trabalha há 20 anos com isso, já atendia o Pão de Açúcar.

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Como a tecnologia impacta o setor?

Lopes – Os consumidores estão indo bastante às lojas, mas a tecnologia avança muito em todas as áreas da atividade supermercadista. Acredito que o setor será muito diferente daqui a 10 anos e o supermercado que sobreviver será aquele que oferecer a melhor experiência de compra para o cliente, seja no online ou no físico, mas principalmente no físico, no atendimento às pessoas. A operação de supermercados é complexa, são muitos sistemas, mas para o consumidor ela precisa ser uma experiência simples.

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Os últimos anos foram de crise, mas o setor supermercadista catarinense investiu alto. Seguirá investindo?

Lopes – Não sei, em números, quanto foi investido nos últimos anos, mas temos perspectivas de abertura de muitas lojas no ano que vem. São os empresários querendo investir, querendo crescer. Não tem como ser diferente. SC é uma referência em supermercados. Não perdemos em nada frente ao que existe no Brasil e no mundo por conta dos investimentos, não só em abertura de lojas, mas em reforma de lojas e em tecnologia. A tendência, agora com a retomada do crescimento, é que vamos ter mais investimentos, com mais abertura de lojas e mais reformas. O consumidor quer isso. 

 

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