Os brasileiros estão exatamente a um ano da próxima eleição para Presidente da República, governadores, parlamentares nacionais e estaduais. Se considerarmos o poder para decisões estratégicas, são as eleições mais importantes do país porque é o governo federal quem decide boa parte da política econômica e governos estaduais têm forte impacto nos respectivos territórios. Embora os pleitos municipais também sejam relevantes porque a vida acontece nos municípios, agora o foco são as eleições de governos mais abrangentes.
A administração pública precisa ser a melhor possível, com resultados mensurados e visão de longo prazo para que a economia avance com mais eficiência e, assim, garanta melhor desenvolvimento econômico e social.
Como o país tem reeleição, ao longo dos últimos dois anos e meio, os brasileiros foram impactados por políticos que, pelo fato de buscarem a vitória mais uma vez, tomaram decisões de olho nas urnas de 2026. E vão seguir assim nos próximos 12 meses.
No cenário nacional, enquanto o governo federal enfatizou a expansão de programas sociais, entre os quais o Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada (BPC), liberações de recursos do FGTS e outros, o setor empresarial seguiu cobrando ajuste das contas públicas.
Esse lado social beneficia os mais pobres de uma forma, mas tira de outra porque diversas vezes pressiona a inflação e, na prática, isso significa perda de poder aquisitivo para todas as famílias, sendo que as mais afetadas são as mais pobres. A falta de eficiência da política monetária atualmente, com juro básico em 15% ao ano, é reflexo da política fiscal expansionista do governo que inibe a queda da inflação.
Na esfera estadual, o governo de SC executou investimentos de programas prometidos, mas as necessidades do estado vão além. Ainda falta infraestrutura que requer investimentos elevados. Além disso, é preciso mais eficiência em serviços prestados.
Uma das demandas que não se limitam a Santa Catarina, nem somente ao governo do estado, é a necessidade de elevar o aprendizado dos estudantes. Estudantes do estado e de municípios têm apresentado notas aquém do necessário nos indicadores nacionais de aprendizado. Está sendo feito um esforço agora, mas para o setor empresarial falta muito para a educação acompanhar a necessidade da economia do estado, desde o ensino fundamental até a pós-graduação.
Para competir no mercado internacional com produtos e serviços inovadores, é preciso ter educação de excelência. Também é necessário ter excelência em todas as demais áreas, dos diversos governos, entre as quais saúde, infraestrutura, segurança, política internacional e estabilidade econômica. As empresas tendem a não investir onde não se sentem seguras, nem onde não têm condições de serem competitivas. A eficiência do setor público é estratégica para o bem-estar da maioria.
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