Indústria e serviços puxam alta do PIB de SC, que cresce 4,7% até setembro

Indústria e serviços foram os setores que mais puxaram a alta da economia de SC até setembro

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Setor têxtil catarinense, que também elevou exportações, cresceu 7% até setembro, segundo dados do IBGE (Foto: Döhler, divulgação)

O Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina cresceu 4,7% no período de 12 meses encerrado em setembro, estima a Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan). Nesse mesmo período, segundo apuração do IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 3,1%, o que mostra um dinamismo maior da economia de SC. Em 2023, o PIB brasileiro cresceu 3,2%, conforme atualização feita pelo IBGE. A alta estimada pela Seplan para SC nesse período chegou a 3,8%.

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O maior ritmo da economia brasileira favoreceu a de Santa Catarina, que tem produção, em grande parte, voltada ao mercado interno, destacou o economista Paulo Zoldan, que coordena o levantamento de dados do PIB estadual na Seplan.

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No período de 12 meses encerrado em setembro, os maiores destaques foram as expansões da indústria de transformação, que teve crescimento acumulado de 6,7%; o setor de serviços teve alta de 5,5%; e o comércio (varejo ampliado) que avançou 7,4% no mesmo período. A agropecuária teve recuo de 7,3% nos 12 meses até setembro.

— Nos setores de indústria, comércio e serviços, que são os mais importantes da economia, Santa Catarina foi bem até setembro. Ficou à frente da média nacional. Além disso, o estado teve uma das menores taxas de desemprego do país, 2,8%, o que significa que segue em pleno emprego. E a inadimplência no comércio também caiu. Então, o Brasil melhorou, mas Santa Catarina melhorou mais no mesmo período — avaliou o economista Paulo Zoldan.

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A agricultura teve retração em função do clima. O quantum do setor, segundo o boletim do PIB, teve queda de 14,2% até setembro frente à safra anterior. Houve redução na produção de  soja, milho, arroz, fumo, feijão e cebola devido ao clima. Enquanto isso, o quantum da pecuária cresceu 2,1% em 12 meses, com alta de 0,64% na produção de carne de aves e de 0,24% na produção de carne suína.

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No setor de serviços, que mais pesa no PIB, tiveram altas expressivas nos 12 meses até setembro os grupos de transportes (8,3%), serviços às famílias (5,1%) e serviços de informação e comunicação (46%).

A produção industrial, que cresceu mais de 6%, teve como destaque as altas nas produções de alimentos e bebidas (3%), têxteis (+7%) vestuário (+4,5%) e linha branca (+15,6%). Também se destacaram as produções de minerais não metálicos (+4,7%), autopeças (+1,8%) e metalúrgico (+9,4%).

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Os dados mostram que a atividade econômica de SC teve bom ritmo também no quarto trimestre de 2024 e seguirá com alta também em 2025 porque as mesmas condições econômicas do país continuam, com elevado nível de consumo impulsionado pela alta empregabilidade, benefícios sociais e crédito, embora esse mais caro devido a alta da taxa Selic.

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