Maior favela de SC terá projeto milionário com linha do BNDES, mas necessita de parcerias

Projeto proposto pelo Instituto Comunitário Grande Florianópolis (ICOM) para a comunidade Frei Damião foi contemplado com R$ 5,4 milhões

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A favela Frei Damião começou com invasão e ocupa ampla região plana de Palhoça (veja localização no mapa acima)

A comunidade Frei Damião, no município de Palhoça, da Grande Florianópolis, reconhecida pelo último Censo do IBGE de 2022 como a maior favela de Santa Catarina, com 7.273 moradores e 2.470 domicílios, foi contemplada com crédito social milionário do programa BNDES Periferias. O projeto para inovação social voltada ao empreendedorismo proposto pelo Instituto Comunitário Grande Florianópolis (ICOM), uma das melhores ONGs do Brasil, foi contemplado com R$ 5,4 milhões. Mas para executar todo o projeto, o instituto necessita de parceiros para entrarem com 50% desses recursos, R$ 2,7 milhões. A outra metade o BNDES doa.  

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O contemplado é o “Projeto Transforma Frei Damião: Empreendedorismo e Superação da Pobreza”. O ICOM foi a única organização da Região Sul incluída nessa chamada. O projeto deve ser executado em três anos, mas de cada R$ 1,00 investido pelo BNDES, a organização precisa conseguir também R$ 1,00 de alguma outra fonte de recurso, afirma o gerente executivo do instituto, Willian Narzetti, para deixar mais claro sobre como é o desembolso.

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– O ICOM trabalha há quase 15 anos no Frei Damião, mas nos últimos dois anos fez um diagnóstico da comunidade e elaborou um programa de desenvolvimento territorial para os próximos cinco anos, estruturado em sete eixos: uma comunidade Frei Damião urbanizada; vivendo bem; digna e qualificada; educada; saudável; criativa e conectada; e atuante e fortalecida – afirma Narzetti.

A confirmação de captação desses recursos pelo ICOM deve ser até o fim de maio, mas a execução é em três anos, em 2025, 2026 e 2027. Pelo fluxo de caixa, a liberação é mais lenta. Será preciso liberar R$ 450 mil este ano e R$ 1,7 milhão nos próximos dois anos.

– Estamos nesse movimento procurando fazer contatos em várias frentes, com a área política, com empresários, com fundos e até com parceiros internacionais para conseguir os recursos da contrapartida do ICOM – destaca Narzetti.

As doações podem ser feitas por pessoas jurídicas e físicas na conta do ICOM. Se o doador (a) quiser conversar com a instituição pode passar mensagem para o e-mail willian@icomfloripa.org.br ou ligar para 48-99927-5533. A chave pix do ICOM é o CNPJ, 07.756.988/0001-62, que destina para conta do Banco do Brasil.

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O programa de desenvolvimento territorial do ICOM que tem sete eixos conta com 40 projetos acompanhados e mais de 50 indicadores monitorados.

Um dos indicadores apurados é a renda familiar. Dos mais de 7 mil moradores, 69% têm renda familiar total entre zero e um salário-mínimo, 91% dos moradores têm renda familiar total de até 2 salários-mínimos, 24% possuem renda familiar per capita entre R$ 178 e R$ 477 por mês e 17% estão na pobreza, com renda familiar per capita mensal entre R$ 89 e R$ 178.

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Entre as ações desenvolvidas estão a pavimentação de ruas, numeração de casas, instalação de água e esgoto sanitário e incentivo à educação com crescente inserção das pessoas na realização de cursos técnicos.

Conforme Narzetti, o município de Palhoça, nos últimos anos, teve um salto em indicadores econômicos e sociais, com mais investimentos e geração de empregos, mas sedia uma grande comunidade ainda vulnerável, que é Frei Damião. A comunidade começou a partir de uma invasão. É composta por moradores que vieram de diversos municípios do estado e do Brasil.

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