Uma nova fase para a líder em compressores

Compartilhe:

Chamou atenção a disposição do grupo japonês Nidec Comporation de comprar a Embraco, empresa de Joinville líder mundial em compressores para refrigeração doméstica. Essa linha de produtos está totalmente dentro dos negócios prioritários da empresa asiática. A Embraco investiu forte em inovação nas últimas décadas, mas sempre apontou e criticou os efeitos nocivos do custo Brasil: câmbio volátil que, quando valorizado achatava os resultados da empresa que exportava cerca de 70% da produção, além da alta carga tributária e entraves logísticos.

Continua após a publicidade

 

Confira: ​Compra da Embraco ocorre por empresa de Joinville ser líder global em tecnologia

Leia as análises de Claudio Loetz sobre a compra

Continua após a publicidade

 

Pelo tipo de produto que faz, o “motor” de refrigeradores e freezers, a Embraco tem que investir alto em tecnologia, mas não pode obter uma elevada lucratividade. Faz compressores que têm vida útil média de 50 anos, mas o preço é acessível num mercado concorrido. Por isso, uma das ideias era transformar a marca Embraco numa grife, presente em eletros de diversas marcas pelo mundo.  
A cada crise, sempre surgiam boatos de que estaria sendo vendida ou até fechada em SC. Uma das primeiras vezes, foi de que seria comprada pela WEG, de Jaraguá do Sul. Depois, que iria concentrar a produção no México. 

A trajetória da Embraco teve fases difíceis e uma delas foram os primeiros anos. Os empreendedores da Consul, produtora de refrigeradores, os irmãos Wittich e Eggon Freitag, investiram na Embraco em 1971 para fugir das importações e contaram com o suporte da dinamarquesa Danfoss. Conseguiram iniciar a produção em 1974, mas o governo brasileiro sobretaxou muito os componentes importados, as dívidas explodiram e os Freitag foram obrigados a vender as duas empresas para a Whirlpool. Mais tarde, em fases distintas, dirigentes da Embraco foram acusados de fazer empréstimo ilegal em banco em nome da companhia e da prática de dumping, problemas já equacionados.  

Apesar disso, joinvilenses sempre tiveram muito orgulho de trabalhar na Embraco. Como os japoneses têm um cuidado especial com suas indústrias e equipes, a fase que se inicia pode ser de longa estabilidade. 

 

Meirelles reformista

Continua após a publicidade

Pré-candidato à presidência pelo PMDB, o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, procurou ser mais popular ao abordar temas econômicos na palestra que fez ontem para empresários do Lide SC, na Fiesc, onde foi recebido pelo governador Eduardo Moreira e o presidente do Lide estadual, Wilfredo Gomes.

Ele falou dos avanços conquistados com as reformas feitas até agora, mas disse que para o país atingir solidez fiscal precisa das reformas da Previdência, Tributária, desburocratização e medidas para ampliar a produtividade.

Continua após a publicidade

 

Leia também: Meirelles e Pinho Moreira revelam gastos com Previdência e defendem reforma

 

O ‘cara’ do crescimento

Continua após a publicidade

Henrique Meirelles afirmou que seu nome está ligado a crescimento econômico no país. 

— Quando o Brasil estava em crise, em 2002, fui chamado pelo governo, assumi o Banco Central e o Brasil cresceu. Eu saí, o país voltou a ter problemas e entrou em recessão. Voltei ao governo com o presidente Temer e o país voltou a crescer de novo. As pessoas brincam comigo nos eventos: o Brasil tem problemas, chama o Meirelles – contou ele. 

Continua após a publicidade

Está confiante de que, se for candidato, a propaganda eleitoral vai projetar seu nome.