A Embraco, nas últimas décadas, sempre se destacou pelos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Foi graças a isso, com um forte centro de pesquisa interno e parcerias com universidades, entre as quais a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) por meio do laboratório Polo, que atingiu a liderança mundial em tecnologias para compressores herméticos de refrigeração.
E foi justamente por ser a número um em tecnologia que a japonesa Nidec Corporation decidiu desembolsar US$ 1,08 bilhão pela companhia controlada pela americana Whirlpool Corporation, também dona das marcas Consul, Brastemp e Kitchenaid.
Reportagem divulgada nesta terça-feira pelo site Globe News Wire, da Bolsa Nasdaq, dos EUA, explica que a Nidec comprou a Embraco porque avançou no setor de eletrodomésticos e tem fábrica de motores elétricos. No ano passado adquiriu a alemã Secop (que anos antes era unidade da dinamarquesa Danfoss), produtora de compressores herméticos para refrigeração, viu perspectivas de crescimento nesse segmento e decidiu comprar a Embraco, líder mundial em tecnologia. Isso porque o mundo está exigindo compressores ecológicos e silenciosos, dois diferenciais da empresa catarinense.
Considerando a motivação da compra, o grupo japonês vai manter a unidade em Joinville com o perfil atual, com ênfase na área de pesquisa. Até porque a liderança em tecnologia, especialmente na economia de energia, foi alcançada graças à parceria com o laboratório Polo da UFSC. Quando essa parceria fez 30 anos, em 2012, foi realizado um evento comemorativo na universidade e o então presidente da Embraco, João Carlos Brega, disse que esse trabalho com o laboratório polo foi o que fez a principal diferença na redução do consumo de energia na história da empresa Além disso, o curso de Engenharia Mecânica da instituição, considerado o melhor do Brasil, é fornecedor de profissionais para a companhia.
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Uma das queixas frequentes da Embraco é o alto custo Brasil para produzir e exportar. Por isso a empresa, que era uma das maiores exportadoras do Estado, reduziu a produção em Joinville quando construiu fábrica no México. No ano passado, a Embraco registrou vendas globais de US$ 1,3 bilhão e lucro líquido de US$ 96 milhões, informou o Globe News Wire.
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