No momento em que o mercado mundial se preparava para uma retomada da economia, já com queda de inflação e dos estímulos financeiros por parte de governos de países ricos, a pandemia trouxe novas ameaças, com a variante ômicron e a quarta onda na Europa.
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Esse novo cenário traz incertezas, com volatilidade do mercado financeiro, mais pressão sobre custos de parte dos insumos e também queda do preço do petróleo. Embora ainda existam dúvidas se o preço do petróleo vai ficar mais baixo ou não em função dos novos fatos da pandemia, o recuo momentâneo traz um ânimo ao Brasil, porque ajudará no combate à inflação.
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Aliás, parte dos preços internos começou ceder e, para 2022, o mercado espera que a inflação fique em 5%, a metade dos mais de 10% previstos para este ano. Uma mostra disso foi o IGPM de novembro, divulgado hoje pela FGV, com estabilidade, variação de apenas 0,02% enquanto no mês anterior subiu 0,64%.
O mercado brasileiro ainda enfrenta pressões de preços importantes, como a da energia, mas há mostras de que a trajetória traçada pelo Banco Central para o recuo da inflação está acontecendo. No setor produtivo, empresas avançaram na transferência de custos aos preços finais, processo que será mais reduzido no ano que vem.
Um exemplo é a Duas Rodas Industrial, multinacional catarinense de ingredientes de alimentos. O diretor Administrativo e Financeiro, Jairo Becker, informa que até o fim do ano a empresa conseguirá repassar a maior parte da elevação dos custos aos preços a fornecedores e acredita que terá preços mais estáveis no ano que vem. Segundo ele, a pressão maior de alta veio das commodities, com aumentos acima da inflação.
Na construção civil, os aumentos foram praticamente o triplo da inflação, mas pela dinâmica do setor, nem sempre chegam aos preços finais de imóveis. É o caso da Pasqualotto & GT, construtora de prédios de luxo.
O presidente Alcino Pasqualotto Neto informa que os preços médios de insumos subiram 32,92% de julho de 2020 até julho de 2021, mas não será possível transferir isso a todos os imóveis em construção porque a maioria foi vendida antecipadamente. Ele cita como exemplo um dos empreendimentos em fase de edificação, o Yachthouse by Pininfarina, que está com 90% das unidades vendidas.
Os impactos da variante ômicron podem não ser tão elevados tanto para a economia mundial quanto para a brasileira, caso ela não seja grave para pessoas vacinadas. Isso significa que a economia catarinense, mesmo com elevada exportação de produtos industriais, pode ser pouco afetada.
Assim, apesar dessa nova turbulência, os desafios para o Brasil na economia pouco mudam. O país precisa seguir na busca da queda da inflação, redução dos impactos da eleição e da Covid na economia, mas num cenário não muito diferente do projetado antes dessa nova variante da Covid-19.
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