Hospital Santa Catarina, de Criciúma, está perto de ser estadualizado

Compartilhe:

Por Renan Medeiros, interino*

Continua após a publicidade

O Hospital Materno Infantil Santa Catarina, em Criciúma, está a um passo de ser transferido às mãos do Governo do Estado. O prefeito, Clésio Salvaro (PSDB), encaminhou na tarde desta sexta-feira (13) para a Câmara o projeto de lei que autoriza a cessão do imóvel e todos os equipamentos, assim como a gestão, por ao menos 20 anos.

Atualmente, a responsabilidade pela gestão e custeio do hospital é toda da Prefeitura de Criciúma, embora a unidade atenda crianças de todo o Sul e de parte da Serra Catarinense. O repasse é de R$ 1 milhão por mês. Mesmo tendo “materno” no nome, a maternidade do hospital nunca foi aberta e só o atendimento às crianças é feito no local.

Continua após a publicidade

Leia mais notícias do Sul

— Com a transferência para o Estado, estima-se que outros serviços serão oferecidos, como a abertura da maternidade, o oferecimento de exames e abertura de novos leitos, o que trará um incremento na prestação de serviços de saúde Criciúma e região — justificou o prefeito.

Pleito de duas décadas

Uma participação maior do Governo do Estado no custeio do Santa Catarina era um pleito de todos os prefeitos que passaram por Criciúma desde que o hospital foi comprado da iniciativa privada, em 1997. Nesses mais de 20 anos, sempre foi um dos maiores desafios da administração municipal.

Continua após a publicidade

O hospital é gerido desde o ano passado pelo Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), contratado pela Prefeitura.

No início da gestão do Ideas, o Executivo propôs e a Câmara aprovou a possibilidade de destinar até 30% da capacidade do hospital para atender a pacientes de convênios ou planos de saúde. O texto do projeto de lei encaminhado agora ao Legislativo, porém, estabelece que a cessão ao Estado será para “atendimento das demandas exclusivas do SUS”.

Continua após a publicidade

O prefeito pediu a tramitação da proposta em regime de urgência na Câmara. Por ser um projeto de lei ordinária, o voto favorável da maioria simples será suficiente para a aprovação, mas é pouco provável que algum vereador se oponha.

Veja outras publicações de Lariane Cagnini

Continua após a publicidade

Veja também:

Governo de SC vai pagar somente 25% do 13º salário dos servidores neste mês

Continua após a publicidade

Gripe já matou ao menos 23 pessoas neste ano em SC

Em noite de 10ºC, idosa é abandonada por familiares na porta de asilo em Brusque