A crise política no Paraguai não afeta os planos da Havan de abrir lojas no país vizinho, disse no fim da tarde desta sexta-feira (6) o empresário Luciano Hang, em nota publicada nas redes sociais. Apesar da instabilidade provocada desde que o presidente Santiago Peña anunciou que vai renunciar ao cargo, Hang ressaltou que continua acreditando no potencial paraguaio, para ele uma “referência em liberdade econômica e conservadorismo nos costumes”.
“A Havan segue procurando um terreno em Assunção para construir nossa primeira megaloja, gerar empregos e levar nossa empresa aos paraguaios”, escreveu Hang, acrescentando que segue com os planos.
Hang disse ainda que os últimos acontecimentos não mudaram em nada sua opinião sobre o Paraguai. O empresário chegou a se reunir com Peña neste ano e diz ter ido ao país vizinho para buscar oportunidades de investimento.
“Vi de perto um país que valoriza a liberdade econômica, incentiva quem quer trabalhar e empreender e que tem atraído investidores do mundo inteiro”, destacou o dono da Havan, que disse ainda que “escândalos acontecem em qualquer lugar do mundo” e que o importante é que tudo seja investigado e os culpados, punidos.
O Paraguai vive uma crise política e institucional, motivada pela liquidação do banco digital Ueno Bank, que afetou cerca de 3 milhões de clientes e já havia causado a saída do presidente do Banco Central paraguaio.
A renúncia de Peña ocorreu em meio à pressão de pedidos de impeachment de parlamentares da oposição, em razão da crise envolvendo a quebra do Ueno Bank. Peña foi investidor da holding que gerenciava o banco até março de 2025 e vinha sendo alvo de questionamentos sobre o caso.







