Visita de Jorginho a Blumenau tem disputa por espaços, alfinetada e ensaio para as eleições 2024

Governador deu demonstração de força e prestígio durante passagem pela Amve

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Jorginho transitou à vontade no que foi uma espécie de grande confraternização da direita (Foto: Eduardo Valente, Secom, Divulgação)

Na primeira visita regular a Blumenau desde que tomou posse, Jorginho Mello (PL) reuniu na sexta-feira (4) apoiadores e aliados de peso, no que foi interpretado como demonstração de força e prestígio do governador – em que pese o relativo distanciamento com a cidade ao longo do primeiro semestre de governo.

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Com ares de confraternização da direita regional, a agenda na Associação dos Municípios do Vale Europeu (Amve) teve secretários de Estado, prefeitos, deputados estaduais e federais (também de outras regiões) e o senador Jorge Seif (PL), além de empresários. E rendeu um prato cheio para análises e especulações do cenário político local.

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O auditório da sede da Amve, com capacidade para quase 180 pessoas, ficou acanhado para tanta gente. Nem todo mundo conseguiu entrar – houve quem teve que se contentar com o corredor do lado de fora.

Entre os anúncios de investimentos do Estado na região, o cerimonial reservou a palavra a quase todos os políticos presentes. Apesar dos apelos por brevidade, a maioria das falas não foi curta e muitas extrapolaram o protocolo, no que soou como um ensaio para as eleições de 2024.

No caso de Blumenau, ao menos três pré-candidatos à prefeitura que devem disputar a preferência do eleitorado mais alinhado à direita marcaram presença: Maria Regina Soar (PSDB), nome natural da situação para a sucessão de Mário Hildebrandt (Podemos), o ex-prefeito João Paulo Kleinübing (União) e o promotor Odair Tramontin (Novo) – os últimos dois apareceram nas urnas em 2020.

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Também estavam lá figuras com potencial para influenciar os rumos da corrida eleitoral, como os deputados estaduais locais Napoleão Bernardes (PSD), Egídio Ferrari (PTB) e Ivan Naatz (PL), este último sempre um nome cogitado para a disputa.

Naatz, aliás, deu a impressão de querer delimitar quem é da direita bolsonarista ao lembrar que Jorginho fez quase 50% dos votos para governador em Blumenau no primeiro turno das eleições, “embora alguns tenham trabalhado contra”. A alfinetada atingiu Hildebrandt, um dos líderes da frente regional de apoio a Carlos Moisés (Republicanos).

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Jorginho, por outro lado, adotou tom menos belicoso na maior parte do tempo. Ressaltou que a conclusão da primeira rodada do circuito de visitas a associações municipais contemplou os 295 prefeitos catarinenses e tratou de botar panos quentes sobre o fato de Blumenau ter ficado para o fim da fila.

— O prefeito Mário vai ser o último a ser atendido porque a gente deixa a maior cidade, a cidade polo, para o final, para ter uma conversa mais longa — disse a jornalistas na chegada à Amve.

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À vontade, o governador transitou como alguém que sabe que carregar o carimbo de bolsonarista confere um capital político expressivo, que será disputado no ano que vem em Blumenau e região mesmo com o ex-presidente inelegível.

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