O fato de não ter havido vacinação no feriado desta terça-feira (23) na capital gerou um mal-estar entre a prefeitura e o governo do Estado. Nas redes sociais e na rádio CBN Diário houve muitas reclamações dos moradores da cidade no sentido de que poderia ter havido, no aniversário de Florianópolis, um mutirão de vacinação aproveitando que a maioria não estava trabalhando e poderia procurar os pontos de vacina.
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No Twitter, o governador escreveu:
Apesar do feriado na Capital, não há tempo para descanso. Precisamos acelerar a imunização. Vacina, distribuição e fortalecimento das nossas estruturas são as pautas que nos movem hoje. Agora aqui e, mais tarde, em Brasília.
— Carlos Moisés (@CarlosMoises) March 23, 2021
Nos bastidores, de fato, a explicação é de que não houve uma “cutucada” na prefeitura. O que se pretendia, com a mensagem, era dizer que mesmo com o feriado na capital, o governo estava trabalhando. Foi mais, então, um ruído na comunicação.
A prefeitura de Florianópolis alega que a pouca quantidade de vacina disponível e o custo de hora extra do servidor e de montagem da infraestrutura necessária não compensariam o esforço. O secretário-adjunto de Saúde no município, Luciano Formighieri explicou que o Estado recebeu no sábado (20) as doses e ficou contando-as e separando-as até segunda-feira (22). Diz ele que a prefeitura recebeu os imunizantes às 16hs daquele dia. Afirma Formighieri que, para montar a operação e ajustar os grupos de idade, era preciso ter as quantias exatas. O executivo municipal espera vacinar de quinta a domingo entre 1ª e 2ª doses, cerca de 20 mil pessoas.
Independentemente de ruído na comunicação ou crítica ao gestor, o que nós precisamos, além da vacina, é de convergência de ações no combate à pandemia, uma única narrativa e coesão social. Não temos. Estão aí, também, algumas das explicações para o cenário atual brasileiro.
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