Eu, a Covid-19 e o futebol

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Neste período de afastamento, o futebol me acompanhou no dia a dia (Foto: Márcio Cunha, ACF, BD)

Foram 21 dias de tratamento intensivo. Mais de um ano de isolamento, cuidados especiais, máscara, ninguém por perto, duas saídas de casa no período, uma para exames e outra para levá-los ao médico. Momentos de tensão, emocional a toda prova e o filme que roda em nossa memória com a pergunta básica. Será que escapo dessa? 

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Quando vejo o povo ou parte dele em baladas, desfilando sem a menor preocupação (sem os cuidados necessários), aglomeração, tudo que não é recomendado fico imaginando o que esse pessoal pensa da vida: que valor estão dando à própria existência?

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Alguém já disse que o maior presente que neste momento se pode receber é a vida. Quem não pensar desta forma está na contramão da própria existência. Estou de volta. E posso dizer: não senti na pele a força do vírus.

Não tive os sintomas mais perigosos da Covid-19, como falta de ar, febre, diarreia, fortes dores pelo corpo. 

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Quem sabe pelos meus cuidados diários com o isolamento, máscara mesmo dentro de casa, tenha controlado a doença de uma forma que me permitiu retornar ao convívio diário. As orações me acompanharam, a fé nunca me abandonou e o momento é de uma única palavra: gratidão. Nunca estive só. Gratidão a todos.

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DEPRIMENTE

Neste período de afastamento, o futebol me acompanhou no dia a dia. Algo deprimente me chamou a atenção. Uma reunião da CBF comandada pelo presidente Rogério Caboclo com os clubes. Não conhecia o lado sombrio e desastroso do presidente da CBF. Ele convocou uma reunião para não deixar ninguém falar e dizer que tinha de atender algumas ligações. 

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Usou palavras inadequadas, falou de cabeça baixa com a mão sobre a testa como se estivesse psicografando alguma entidade e mandou todos embora. Não é o presidente que o futebol brasileiro precisa.

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OS GRANDES 

Quem pode surpreender a Chape? A dupla da Capital, teoricamente, seria uma possibilidade. Com o futebol que andam jogando Avaí e Figueirense não há como acreditar nisso. O Brusque é a bola da vez. Está a cada rodada consolidando sua posição no futebol catarinense.

Há ainda o crescimento do Joinville, cujo objetivo é estar entre os quatro primeiros colocados. E a grande decepção até agora chama-se Criciúma.

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O ESTADUAL

O baixo rendimento da dupla da Capital, o crescimento do Joinville, a confirmação do Brusque e a Chapecoense sobrando no campeonato. Constatações simples dentro de uma realidade atual do nosso futebol.

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Temos campeão? Claro que não Po-rém, há uma distancia técnica grande entre o favorito e os demais postulantes ao título.

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E O CAMPEONATO? 

Vai se segurando aos trancos e barrancos. Em meio à Copa do Brasil, viagens, jogos cancelados, locais estranhos para o cumprimento do calendário, enfim.

Louve-se a luta da FCF para evitar uma paralisação, que neste momento seria muito prejudicial aos clubes.

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TOQUE DO BOB

> Muito estranho: Campeonato Paulista sendo jogado no interior do Rio de Janeiro, Copa do Brasil em Saquarema (RJ), futebol aos domingos, às 21h, aos sábados, às 22h. A CBF precisa assumir de vez o comando do futebol brasileiro.

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> Estaduais: Neste período de pandemia voltou-se a discutir os campeonatos regionais. Para que servem? Os clubes não o querem. Única vantagem é poder usar garotos da base para fazer laboratório com vistas ao Campeonato Brasileiro. É pouco, mas exatamente por isso eles não acabam.

> Vantagem: Nem a disputa interna em direção ao número de títulos tem sido bom argumento para se defender o Estadual. Pessoalmente, acho que eles precisam continuar. Não se pode jogar fora uma tradição que mantém e acirra a rivalidade no futebol.

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> Fórmula: O que precisamos é evitar de inchar o campeonato com o aumento de clubes. Quanto mais curto, mais qualidade, melhores jogos, mais equilíbrio, um pouco mais de emoção. Aqui fizemos o contrário: aumentamos para 12 o número de participantes.

> Destaque: Thiago Alagoano, do Brusque, começa novamente a se destacar no Estadual. Jogador de boa qualidade, comanda o time com incrível identificação e vai levando o Bruscão a vitórias importantes.

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> Quem mais? Exceção a equipe da Chape, onde há valores já conhecidos, não vi ninguém chamando atenção com bom futebol.