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Assalto no aeroporto de Blumenau teve delação premiada e caminha na Justiça

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Por Ânderson Silva
01/12/2020 - 16h13 - Atualizada em: 01/12/2020 - 16h22
Assalto ocorreu em 14 de março de 2019
Assalto ocorreu em 14 de março de 2019 (Foto: Nathan Neumann/Arquivo NSC Total)

O assalto em Criciúma, nesta terça-feira (1º), trouxe à tona o roubo ocorrido no aeroporto Quero-Quero, em Blumenau, em março de 2019. Na ocorrência, que até hoje era a mais vultuosa registrada em Santa Catarina, uma pessoa morreu em bala perdida e os criminosos levaram R$ 9,8 milhões. Um ano e nove meses depois, o caso caminha na Justiça da cidade do Vale do Itajaí e teve como fato novo uma delação premiada de um dos investigados.

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O acordo foi fechado pelo Ministério Público de Blumenau, que acompanha a investigação feita pela Diretoria de Investigações Criminais (Deic). Oito réus respondem pelo crime. No dia 15 de dezembro deste ano, ocorrerá a primeira audiência de instrução e julgamento sobre o processo. Depois as partes terão prazo para se manifestar e ação estará pronta para sentença.

O roubo em Blumenau ocorreu no dia 14 de março. Na ocasião, criminosos em carros de luxo entraram no aeródromo por um hangar, invadiram a pista e anunciaram o roubo contra um avião usado para o transporte de valores. Os bandidos estavam armados com AK-47 — fuzil de assalto russo que não é utilizado por nenhuma instituição brasileira — e metralhadoras acopladas nos veículos capazes de derrubar helicópteros (.50).

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As investigações ficaram a cargo da Delegacia de Roubos e Antissequestro de Santa Catarina, comandada por Anselmo Cruz, e o silêncio sobre novidades do caso imperou durante mais 10 meses. Em 13 janeiro deste ano, a Polícia Civil informou que cinco pessoas envolvidas diretamente no planejamento e na execução do assalto ao aeroporto de Blumenau haviam sido presas. Os investigadores também deram detalhes sobre como foi o crime — como o fato de a ação ter sido planejada por ao menos seis meses e a fuga do dinheiro ter sido feita por meio de um caminhão de lixo.

Semelhanças entre Blumenau e Criciúma

A organização dos bandidos para a chegada e fuga se assemelha nos dois casos. Além disso, o armamento pesado dos criminosos chama a atenção. Em Criciúma os bandidos usaram fuzis 762 e 556, assim como uma metralhadora .50, a mesma que foi vista em Blumenau no assalto ao aeroporto.

O tempo de organização de assaltos dessa magnitude também tende a ser outra semelhança. No caso de Blumenau foram pelo menos sete meses entre o planejamento e ação dos bandidos. O delegado Anselmo Cruz avalia que no assalto de Criciúma o crime também tenha sido organizado por um bom tempo.

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Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

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