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    Violência

    Assalto a banco em Criciúma: saiba o que é verdade e mentira sobre o crime

    Ação criminosa ganhou grandes proporções na impresa nacional e internacional; muitas informações circulam na internet sobre a ocorrência

    01/12/2020 - 14h07 - Atualizada em: 02/12/2020 - 09h49

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    Maria Eduarda
    Por Maria Eduarda Dalponte
    Peritos e policiais da Capital e do Sul do Estado estão na cidade auxiliando na investigação
    Peritos e policiais da Capital e do Sul do Estado estão na cidade auxiliando na investigação
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    Criciúma, no Sul de Santa Catarina, passou por uma madrugada turbulenta na terça-feira (1º). Por volta da meia-noite, começaram a circular nas redes sociais imagens e vídeos de um tiroteio e surgiram dúvidas sobre o que é mentira ou verdade sobre a ação dos assaltantes que sitiaram a cidade e invadiram uma agência do Banco do Brasil.

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    Moradores foram usados de reféns, o túnel do Morro do Formigão, na BR-101, em Tubarão, foi interdidato e incêndios foram provocados. Depois de quase duas horas, os criminosos deixaram o local da ocorrência em direção ao Sul.

    Os carros que eles utilizaram durante o assalto foram apreendidos em Nova Veneza, a 18 km de Criciúma. Reforços de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul foram chamados pela Polícia Militar para ajudar a encontrar os assaltantes.

    Conheça as verdades e as mentiras contadas sobre o assalto que aterrorizou a cidade do Sul do Estado nesta terça-feira (1º).

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    Os assaltantes usaram armamento pesado - Verdade

    O 9º Batalhão da Polícia Militar de Criciúma trocou tiros com os assaltantes, e os policiais identificaram armamento pesado, como fuzis de assalto de calibres 5.56, 7.62 e .50. 

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    Explosivos usados no assalto foram detonados pelo BOPE - Verdade

    Foram recolhidos quatro explosivos em Criciúma. Havia artefatos nas ruas, com detonadores por celular, mas que não foram detonados. Ao todo são cerca de 200 kg que foram detonados de forma controlada em uma área segura pelo esquadrão de bombas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) no final da manhã de terça-feira (1º).

    Drones no crime - Falso

    Os criminosos não usaram drones para a realização do assalto. Segundo a Polícia Militar, essa informação é falsa. 

    E a polícia não pode falar sobre a utilização desse tipo de equipamento para investigação e nem quais procedimentos estão sendo tomados, já que isso pode atrapalhar na busca aos criminosos.

    O assalto aconteceu em mais de uma agência bancária - Falso

    Os criminosos estavam espalhados por Criciúma dando tiros para despistar a polícia, mas o assalto foi em uma só agência. As ações paralelas aconteceram em três lugares centrais: no túnel do Morro do Formigão, em Tubarão; em frente ao 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM), no bairro Jardim Maristela, em Criciúma; e na área central do município, onde se localiza a agência do Banco do Brasil.

    Na sede do 9º BPM, os assaltantes lançaram um caminhão, atearam fogo e dispararam nos cômodos do órgão. Na área central do município, os bandidos utilizaram explosivos para assaltar o Banco do Brasil, na avenida Getúlio Vargas, dispararam tiros sem direção e fizeram civis de reféns.

    Uma agência da Caixa Econômica Federal e outros estabelecimentos comerciais foram atingidos pelos disparos e tiveram prejuízos na infraestrutura, mas não foram alvos do assalto.

    Quadrilha usou explosivos para acessar cofre do banco
    Quadrilha usou explosivos para acessar cofre do banco
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    Fechamento do túnel em Tubarão - Verdade

    Na BR-101, na saída do túnel do Morro do Formigão, os assaltantes incendiaram um caminhão e espalharam miguelitos para atrasar a chegada de reforços policiais. O caminhão queimado tem placa de Dumont (SP) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) busca identificar a origem do veículo. Bombeiros apagaram o fogo e liberaram a estrada ainda na madrugada desta terça.

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    Fuga aérea - Falso

    O delegado regional Vitor Bianco Junior, em entrevista à GloboNews, afirmou que a possibilidade de fuga aérea está descartada. 

    — Eles realmente tiveram outra rota, que foi ao interior de Nova Veneza, de onde pegaram outros veículos, e dali em diante não temos conhecimento da rota deles. Mas não acreditamos que eles tenham fugido por via aérea, essa possibilidade está praticamente descartada.

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    A internet em Criciúma foi cortada - Falso

    Segundo informações da Polícia Militar de Santa Catarina, os criminosos não cortaram a internet da cidade e o serviço funcionou normalmente durante esta terça-feira (1º).

    Valor roubado - Ainda não confirmado

    Até o momento, não há informações oficiais sobre o valor total. A polícia diz que apenas o banco poderá repassar a informação. Em nota, o Banco do Brasil afirmou que "colabora com as investigações policiais no âmbito da sua atuação para solucionar o caso, mas não informa valores subtraídos durante ataque às suas dependências".

    Ainda durante a madrugada, a PM prendeu quatro suspeitos com o valor de R$ 810 mil espalhado em três bolsas. Não há informações se os envolvidos estavam ligados ao assalto, e eles alegam ter pegado o valor no chão.

    Dez carros estavam envolvidos no assalto - Verdade

    A PM afirma que, pelo menos, 10 carros foram utilizados no assalto. Os veículos foram encontrados às 6h30min em um milharal próximo a um rio na região de Picadão, em Nova Veneza, a 18 quilômetros de Criciúma. O delegado regional Vitor Bianco relata que os carros usados são de marcas como Audi, Land Rover, BMW, Mitsubishi e Volkswagen.

    Durante coletiva de imprensa, as autoridades afirmaram que encontraram sangue em dois veículos e estão investigando a origem.

    Quadrilha ficou em Criciúma por pelo menos três meses - Verdade

    O perito-geral do Instituto Geral de Perícias (IGP) de Santa Catarina, Giovani Eduardo Adriano, conta que as primeiras investigações sobre o caso indicam que os criminosos ficaram pelo menos três meses na cidade planejando o assalto.

    Policial baleado na ação faleceu - Falso

    Jeferson Luiz Esmeraldino, 32 anos, foi atingindo por um tiro de fuzil no abdômen durante o assalto. O PM passou por três cirurgias e transfusão sanguínea e segue internado na Unidade Intensiva de Saúde (UTI) do Hospital São João Batista, em estado grave de saúde.

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    *Com supervisão de Vinícius Dias

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