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Moisés fala em "ação marginal" após assalto a banco em Criciúma e promete resposta

Governador foi ao Sul de SC, disse que recebeu contato do ministro da Justiça e que "números do Estado não combinam" com o crime desta terça-feira

01/12/2020 - 10h28 - Atualizada em: 01/12/2020 - 15h58

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Jean
Por Jean Laurindo
Governador e representantes da Polícia Militar e Polícia Civil deram coletiva no fim da manhã em Criciúma
Governador e representantes da Polícia Militar e Polícia Civil deram coletiva no fim da manhã em Criciúma
(Foto: )

O governador Carlos Moisés da Silva (PSL) e autoridades de segurança pública concederam entrevista coletiva no fim da manhã para dar detalhes do assalto a banco em Criciúma ocorrido na madrugada desta terça-feira (1º). Moisés lembrou que o Estado tem um histórico positivo de investigação sobre este tipo de crime, ao citar o episódio do assalto a carros-fortes no Aeroporto Quero-Quero, em Blumenau, em março de 2019.

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Segundo o governador de SC, cerca de 50% dos envolvidos naquele caso já foram detidos, e a expectativa é de que a investigação também chegue aos autores no episódio de Criciúma.

– Essa é a nossa esperança, de que o Estado dê a resposta necessária – afirmou.

Moisés elogiou a atuação da PM no atendimento do caso e disse que recebeu contato do ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, que colocou as estruturas do governo federal à disposição para ajudar na investigação.

– Todos estão com olhar forte para Santa Catarina. Nossos números não combinam com o episódio desta madrugada, não combinam com essa ação marginal – destacou.

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Já na tarde desta terça, em entrevista ao SC Connection, na rádio CBN, Moisés disse que as autoridades suspeitam que a quadrilha utilizava meios de comunicação não convencionais. Nenhuma agência de inteligência, estadual ou federal, detectou qualquer indício do planejamento da ação criminosa em Criciúma, segundo o governador.

— Nenhuma esfera, federal ou estadual, de inteligência tinha informação de que esta ação de Criciúma estava sendo planejada.

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O ataque a um município de porte médio também chamou a atenção.

— Esse tipo de crime geralmente é cometido em pequenas cidades, onde o efetivo policial é diminuto. Criciúma tem um bom contingente oflcial na cidade, e batalhões na região. Havia um planejamento muito bem elaborado, até de evadir do local por uma via que não chamasse a atenção. A partir do abandono dos veículos, não se teve mais vestígio. A suspeita é da utilização de um caminhão.

Ouça a entrevista:

O delegado Anselmo Cruz, da Polícia Civil de SC, lembrou que o assalto do ano passado em Blumenau foi planejado com nove meses de antecedência e que a tendência é de que o crime desta madrugada em Criciúma também envolveu vários meses de planejamento e investimento por parte dos criminosos.

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– Isso já de pronto nos remete a grupos de fora do Estado, não temos esse perfil de criminosos em SC, pode até ter algum integrante do Estado, e isso vai se chegar a uma identificação, mas sabemos que esse tipo de ação é proveniente de fora do Estado, especialmente de São Paulo. Não se tem apontamento algum que seja uma ação de facção criminosa, mas alguns indivíduos que são já assaltantes, alguns até conhecidos no mercado a partir do Estado de São Paulo, e que possivelmente são responsáveis por algumas das ações mais violentas do Brasil nos últimos anos - afirmou.

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O delegado reforçou que o crime envolveu ao menos 30 criminosos e 10 veículos e teve uso de armamento pesado, e classificou o crime como "o maior roubo já ocorrido em SC.

– Há uma mobilização policial muito forte e, em paralelo a isso, já se iniciou o trabalho de investigação para tratar deste que podemos já afirmar ser o maior roubo, de maiores proporções, já acontecido no Estado de Santa Catarina. Tivemos o que seria o anterior, mencionado pelo governador, em março do ano passado no Aeroporto Quero-Quero, em Blumenau, uma ação extremamente violenta, porém a mobilização dos criminosos que aconteceu nesta madrugada se tornou algo inédito no Estado diante do tamanho da ação – afirmou.

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