A faca e o queijo estão nas mãos da Frente Democrática de esquerda em Santa Catarina, mas os principais partidos do grupo travam uma batalha nos bastidores. Com pelos menos quatro candidaturas de direita previstas para a disputa do governo do Estado, cresceram as chances de que a esquerda possa chegar ao segundo turno. No entanto, PT e PSB, que apresentam os dois principais nomes para encabeçar a chapa, não chegam a um entendimento e derrapam na montagem da candidatura.

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Pela lado petista, o pré-candidato é o ex-deputado federal Décio Lima. Já entre os socialistas, o senador Dário Berger (PSB) chegou ao partido exclusivamente para concorrer ao governo do Estado. Nos bastidores, comenta-se que Dário teria mais condições de capturar votos além da esquerda, o que impulsionaria a candidatura ao segundo turno. Nomes tradicionais da política catarinense avaliam que o senador poderia mexer com o tabuleiro hoje liderado por nomes da direita.

No entanto, dentro do grupo de partidos há resistências pela história política de Dário. Por isso que PT e outras siglas olham com mais simpatia ao nome de Décio, petista enraizado na esquerda e mais próximo ao ex-presidente Lula, pré-candidato ao Palácio do Planalto nas Eleições 2022.

Reunião nesta terça-feira

Um encontro dos oito partidos a Frente Democrática está marcado para esta terça-feira (31). A ideia inicial do grupo, quando a reunião foi agendada, era acabar com o impasse. Ou seja: nesta terça seria definido o pré-candidato. A pré-disposição de Décio e Dário, sem aparente chance de desistências, porém, tende a fazer o impasse durar por mais tempo.

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