O mercado imobiliário de uma das principais cidades de Santa Catarina pode acumular uma valorização próxima de 30% nos próximos dois anos, segundo projeções do setor. A estimativa baseia-se em um pacote de obras de mobilidade, logística, turismo e integração urbana orçado em mais de R$ 1 bilhão para Itajaí. O município do Litoral Norte de Santa Catarina já havia registrado, desde 2020, uma alta que praticamente dobrou o valor médio do metro quadrado na região, de acordo com o Índice FipeZap.
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O pacote de investimentos inclui o túnel submerso entre Itajaí e Navegantes, um terminal de cruzeiros para embarque e desembarque de passageiros, novos acessos à BR-101 e vias perimetrais para escoamento do fluxo de rodovias estaduais, como o Contorno Oeste. Também estão previstos projetos de revitalização viária e de habitação social. Uma parcela destes projetos será doada ao município pelo Instituto Mais Itajaí, organização fundada por empresários locais em um modelo de parceria público-privada.
Indicadores econômicos e demográficos
Os fundamentos econômicos da cidade dão suporte à demanda estrutural por imóveis residenciais e comerciais. O Porto de Itajaí fechou o ano de 2025 com faturamento recorde de R$ 180 milhões, ancorando uma economia que ainda engloba operações de logística, indústria náutica, comércio exterior e serviços especializados.
De acordo com dados do IBGE, Itajaí é a quinta cidade mais densamente povoada de Santa Catarina (entre os 295 municípios do estado), registrando cerca de 913 habitantes por km², o que gera um fluxo cont contínuo de novos moradores e estabilidade na geração de emprego qualificado e renda.
Desempenho por regiões e dados do setor
Em áreas específicas da cidade, como a Praia Brava, os índices de valorização superam a média municipal. É o caso do empreendimento Torres da Brava, construído pela Lotisa, apontada como a maior construtora do município. O residencial registrou valorização de 300% em quatro anos, com o ticket médio subindo de aproximadamente R$ 700 mil para mais de R$ 2,1 milhões. A entrega da segunda torre do complexo está prevista para o início do segundo semestre.
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Fábio Inthurn, CEO da Lotisa e também fundador e presidente do Instituto Mais Itajaí, avalia o cenário atual como uma mudança estrutural.
– Temos observado uma mudança estrutural no mercado imobiliário de Itajaí, impulsionada por investimentos públicos relevantes em infraestrutura e por uma economia local sólida, que gera demanda contínua por moradia e serviços. Empreendimentos bem localizados e com padrão construtivo elevado tendem a valorizar de forma mais intensa – afirma Inthurn.
A construtora mantém atualmente oito empreendimentos em execução na cidade. Para o executivo, o avanço das obras estruturantes associado a uma economia menos exposta a oscilações de curto prazo posiciona o município fora do eixo das capitais tradicionais.
– Para investidores atentos a ciclos urbanos sustentados por fundamentos, a cidade passou a ocupar espaço relevante no mapa nacional de investimentos imobiliários do país – conclui.
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