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    Crise nas empresas de ônibus em Florianópolis: os planos da prefeitura para manter operação do transporte

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    Ânderson
    Por Ânderson Silva
    20/08/2020 - 14h26 - Atualizada em: 20/08/2020 - 14h28
    Transporte coletivo em Florianópolis
    Transporte coletivo em Florianópolis (Foto: Leo Munhoz/ Diário Catarinense)

    Após o alerta das empresas de ônibus sobre a situação financeira por conta do coronavírus, a prefeitura de Florianópolis traçou uma estratégia de ação. Nesta semana, o Consórcio Fênix enviou um ofício à secretaria de Mobilidade Urbana para afirmar que o momento é de risco de colapso imediato dos serviços. Desde a tarde de quarta-feira (19) até a manhã desta quinta (20), foram duas reuniões entre as empresas e a prefeitura para discutir a questão. A proposta do município é garantir a manutenção da operação do sistema do transporte coletivo. Para isso, traçou três frentes.

    Empresas de ônibus de Florianópolis alertam para "colapso imediato" e falta de dinheiro para salários

    O Consórcio apresentou uma planilha de custos até o final de ano para a continuidade da circulação dos ônibus. Serão necessários R$ 47 milhões, incluindo salários e materiais. Com base neste valor é que a prefeitura vai buscar alternativas nos próximos dias. Segundo o prefeito Gean Loureiro, o martelo deve ser batido até o dia 5 de setembro, quando o salário dos trabalhadores precisa ser pago.

    As empresas afirmam que não há como garantir o pagamento dos valores. Por isso a necessidade de apoio financeiro. A resposta da prefeitura está nas seguintes frentes, segundo o secretário de Mobilidade, Michel Mittmann: 1 - apoio federal aos municípios e Estados para o transporte coletivo através de um projeto que será votado nos próximos dias no Congresso Nacional; 2 - corte de custos e manutenção da estrutura atual do sistema; 3 - discussão de ajuda financeira do município para que o sistema continue operando.

    O entendimento da prefeitura é que, por ser um serviço essencial, o transporte pode receber ajuda diante da pandemia. Mesmo assim, o município defende que as empresas também devem fazer sua parte do ponto de vista financeiro.

    Discussão sobre o reequilíbrio econômico

    O Consórcio Fênix cobra da prefeitura um reequilíbrio econômico do contrato. Essa discussão, entretanto, deve ser a médio e longo prazo, conforme Mittmann. Nesta quinta-feira, durante a reunião da manhã, o assunto foi tratado com a presença de um representante da procuradoria da prefeitura. Aumento de tarifa neste momento está descartado, segundo o secretário.

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