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    Defesa de Julio Garcia chama denúncia do MPF na operação Alcatraz de "fantasiosa"

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    Ânderson
    Por Ânderson Silva
    15/09/2020 - 16h14 - Atualizada em: 15/09/2020 - 16h29
    Julio Garcia
    Julio Garcia (Foto: Rodolfo Espínola/Agência AL)

    A defesa do presidente da Alesc, Julio Garcia, se manifestou nesta terça-feira sobre a denúncia da operação Alcatraz. O parlamentar foi denunciado por lavagem de dinheiro junto com outras cinco pessoas. O posicionamento veio em nota escrita pelo advogado Cesar Abreu, que representa o deputado estadual na investigação. O material é intitulado de "Breve Comentário à Denúncia", a qual ele chama de "fantasiosa".

    O defensor chama a ação do Ministério Público Federal (MPF) de "especulativa, baseada em suposições". Além disso disse que "mostra-se curioso tenha essa denúncia sido oferecida às vésperas de votação na Assembleia Legislativa do Relatório do processo de impeachment".

    > A relação do impeachment com a Operação Alcatraz

    Para ele, surpreende a denúncia por lavagem de dinheiro já que é "indispensável a existência de crime anterior, que faça presente o dinheiro ilícito, que é objeto desse crime".

    >MPF entrelaça destinos de Júlio Garcia e Carlos Moisés com denúncia antes do impeachment

    Veja abaixo a nota na íntegra:

    Breve comentário à Denúncia

    A denúncia apresentada pelo MPF na noite de ontem é especulativa, baseada em suposições. Embora as investigações tenham iniciado em 25.01.2017, mostra-se curioso tenha essa denúncia sido oferecida às vésperas de votação na Assembleia Legislativa do Relatório do processo de impeachment e disponibilizada à imprensa antes mesmo do conhecimento dos advogados, em verdadeiro atentado à Lei de Abuso de Autoridade, a implicar no necessário esclarecimento do vazamento da informação.

    Surpreende, a despeito de possível, também, uma denúncia exclusiva tratando de lavagem de dinheiro, quando indispensável a existência de crime anterior, que faça presente o dinheiro ilícito, que é objeto desse crime.

    Causa estranheza, ainda, que, para essa denúncia compareça a Sub Procuradora Geral da República, não o fazendo em relação às outras tantas denúncias oferecidas na Operação Alcatraz, sem que se justifique o motivo desse “privilégio”.

    Não gostaria, evidentemente, de fazer qualquer juízo de valor a esse respeito, mas seria importante uma explicação pública, considerado o isolamento dessa denúncia, quando ainda se discute no inquérito policial a própria competência da justiça federal para o caso.

    Aliás, uma denúncia pautada na afirmação da existência de outros crimes, entretanto, sem demonstração ou comprovação material de participação direta ou indireta de Júlio Garcia.

    O que temos e iremos provar é a presença de uma denúncia fantasiosa, não mais do que uma peça de ficção, como ainda, por absoluta convicção pessoal, a inocência do ilustre Deputado.

    Cesar Abreu

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