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Investigação

Delação de advogada contribuiu para avanço da operação Alcatraz

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Por Ânderson Silva
19/01/2021 - 13h00
Michelle Guerra é considerada peça importante pelos investigadores
Michelle Guerra é considerada peça importante pelos investigadores (Foto: Tiago Ghizoni / Diário Catarinense)

A delação premiada da advogada Michelle Guerra contribuiu para o avanço da operação Alcatraz, que teve a segunda fase deflagrada nesta terça-feira (19). Sem dizer nomes, os investigadores revelaram durante a coletiva na sede da Polícia Federal (PF) que a colaboração dele contribuiu para a checagem de informações relativas aos contratos relacionados ao SC Saúde, plano de saúde dos servidores públicos do Estado.

Primeira delação premiada movimenta bastidores da operação Alcatraz

As informações que foram dadas pela advogada, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF), coincidiram que o que havia sido levantado inicialmente. Michelle Guerra tinha um escritório em sociedade com Nelson Nappi Castello Branco Junior. O local seria usado como fachada para o recebimento de propina, de acordo com a PF. Os valores depois seriam repassados aos demais integrantes do esquema.

Delatora da operação Alcatraz fez acordo para cumprir pena de 12 anos e pagar multa

O escritório de Michelle e Nelson, segundo apurou a coluna, recebeu R$ 800 mil de uma das empresas investigadas nesta segunda fase da operação. Mas, Michelle afirmou em depoimento da delação que nenhum serviço foi prestado por eles durante o tempo que o estabelecimento esteve aberto.

O acordo de delação premiada assinado dentro da operação Alcatraz pela advogada Michelle Guerra com o Ministério Público Federal (MPF), e homologado pela Justiça Federal, prevê que ela vai cumprir 12 anos de pena fora da cadeia. Uma parte será em prisão domiciliar e o restante com progressão para os regimes semiaberto e aberto. Michelle é considerada peça importante pelos investigadores por ter sido sócia de Nelson Castello Branco Nappi Junior, ex-secretário adjunto de Administração do Estado, apontado pela Polícia Federal (PF) como epicentro da organização criminosa que atuaria para desviar recursos de licitações e contratos da pasta.

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Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

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