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    Estado muda os planos sobre o transporte marítimo em Florianópolis

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    Por Ânderson Silva
    04/06/2020 - 05h48 - Atualizada em: 04/06/2020 - 09h03
    Ponto onde ficaria o embarque, em Florianópolis (Foto: Cristiano Estrela / Agência RBS)
    Ponto onde ficaria o embarque, em Florianópolis (Foto: Cristiano Estrela / Agência RBS)

    O governo do Estado mudou o planejamento sobre o transporte marítimo em Florianópolis. O projeto que há anos era preparado e não saía efetivamente do papel para fazer uma ligação entre a região do CentroSul, no Centro, e a Ponta de Baixo, em São José, será inicialmente descartado. A empresa responsável pela operação foi notificada desta decisão para a rescisão do contrato e tem prazo para manifestação.

    A alteração nos planos, porém, não significa que o Estado desistiu do transporte marítimo, segundo o secretário de Infraestrutura, Thiago Vieira. A ideia é justamente preparar investimentos em outros pontos ainda a serem debatidos junto às prefeituras da região. A expectativa de Vieira é que no começo do segundo semestre haverá novidade sobre o tema.

    Uma das justificativas para a desistência neste momento da ligação é o custo que o Estado tem com a área cedida pela União na região do CentroSul para a operação do embarque e desembarque de pessoas sem que haja claramente uma perspectiva para a operação. Outra alegação do secretário é que aquele ponto pede melhorias constantes de dragagem enquanto há outros locais que podem ser explorados com menos custo.

    A ideia daqui para frente é discutir a proposta com as prefeituras e desenhar um modelo de concessão. Como uma das preocupações é a viabilidade econômica, Vieira estima, por exemplo, um projeto com outros atrativos para que os investidores possam explorar além do transporte marítimo.

    Histórico de idas e vindas

    O projeto para o transporte marítimo entre o CentroSul e a Ponta de Baixo está há anos em gestação. São várias idas e vindas que incluem liberações burocráticas e a construção de barcos para a operação. Mesmo assim, a efetiva operação ficou apenas no papel. Com a mudança de planos, o Estado tem a oportunidade de recomeçar e estabelecer um projeto que gere resultados.

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