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Moisés prega conciliação na Alesc; bastidores revelam novo momento do governo

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Por Ânderson Silva
02/02/2021 - 16h25 - Atualizada em: 02/02/2021 - 16h29
Carlos Moisés da Silva logo após entrar no Palácio Barriga Verde
Carlos Moisés da Silva logo após entrar no Palácio Barriga Verde (Foto: Bruno Collaço / Agência AL)

Para quem acompanhou outras idas do governador Carlos Moisés da Silva à Assembleia Legislativa (Alesc) nos primeiros dois anos de governo, a imagem surpreendeu. Ao lado de poucos assessores, Moisés entrou nesta terça-feira (2) pela porta da frente do Palácio Barriga Verde (veja vídeo abaixo). Passou álcool em gel nas mãos, mediu a temperatura e foi cumprimentar com um abraço o novo presidente da Assembleia, Mauro de Nadal (MDB). Depois foi saudado por outros cinco parlamentares ainda na porta: três deles, assim como Nadal, haviam votado pelo impeachment de Moisés em 2020.

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Mas esse é um assunto do passado para a política catarinense. Até mesmo o governador do ano passado ficou para trás. Em outras idas à Alesc, Moisés chegou a entrar pelas portas dos fundos. Toda a discrição habitual e os cuidados para evitar contatos ficaram de lado. Agora Moisés procura aproximação. E foi assim do início ao final da presença dele no Parlamento para a sua mensagem anual de 2021.

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O governador chegou a falar do que ficou para trás, mas não tocou nos assuntos mais delicados diretamente. Falou da pandemia, do ciclone bomba, das chuvas. Impeachment e respiradores foram termos ausentes. O clima pregado por Moisés foi de reaproximação, de construção. Dividiu a responsabilidade com os parlamentares para o que está por vir.

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O discurso, porém, não pode ser visto de forma isolada. O que se viu nos bastidores representa mais. Ao final da sessão na Assembleia, Moisés foi abraçado por diversos deputados. Alguns chegaram a formar uma pequena fila para a saudação e até fotos. Em outubro eram raros os deputados que aceitariam fazer uma fila para encontrá-lo.

Mas, assim como tudo na vida, algumas coisas não mudaram. O deputado Ivan Naatz (PL), conhecido opositor ao governo, levou um cartaz para a sessão: "Governador Moisés! Cadê os R$ 33 milhões roubados dos catarinenses?". Em coletiva de imprensa, Moisés repetiu o discurso de que o governo não compactua com erros e de que apoia a apuração sobre a compra dos 200 respiradores da emprega Veigamed.

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Na mesma coletiva, outro sinal importante de bastidor: ao lado do governador estavam a vice-governadora, Daniela Reinehr, o presidente da Alesc e o líder de governo, Zé Milton Scheffer (Progressistas). Vale lembrar novamente de parte do ano passado, quando eram raros os deputados com vontade estarem na mesma foto que Moisés.

Um das frases das mensagem anual do governador trata justamente dessa reconstrução dos momentos e da reaproximação. Sem citar novamente o afastamento do cargo que o deixou 30 dias fora do Centro Administrativo, Moisés preferiu tratar o passado de olho no futuro:

- Esta é, pois, a maior e mais importante oportunidade que construímos e conquistamos em 2020: a oportunidade de nos reaproximar, de reconstruir pontes, de conciliar ideias divergentes. Construímos a oportunidade de seguir, daqui em diante, juntos. Fortalecidos, unidos, irmanados como catarinenses que somos, de nascimento ou de coração.

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Com base aliada desenhada na Assembleia, Moisés deve enviar nos próximos dias meses dois projetos que vão precisar da atuação de parlamentares de apoio. Um deles será a minirreforma administrativa com alterações internas em secretarias. O outro é o novo texto da reforma da Previdência.

Moisés confirmou o envio do projeto. Segundo ele, o texto será construído com a participação de parlamentares. A coluna apurou que o projeto já é analisado internamente. O envio à Assembleia deve ocorrer ainda no primeiro semestre de 2021.

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Ânderson Silva

Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

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