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O futuro da Secretaria de Segurança Pública sem Cesar Grubba

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Por Ânderson Silva
12/01/2018 - 10h18 - Atualizada em: 12/01/2018 - 10h18
Cesar Grubba
Cesar Grubba
(Foto: )

Com a saída de Cesar Grubba da Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina (SSP) depois de sete anos, estão abertas desde o final de 2017 as negociações nos bastidores para definição de quem será o novo secretário da área. O anúncio do governador de Raimundo Colombo (PSD), em dezembro passado de que iniciaria neste mês de janeiro a transição para o vice, Eduardo Pinho Moreira, praticamente sacramentou a troca na SSP.

Grubba é um homem de confiança de Colombo. Não tinha vinculação política, mesmo que seu pai tenha sido deputado federal e estadual e prefeito de Jaraguá do Sul. Mas agora, segundo apurou o colega Moacir Pereira, pretende filiar-se ao PSD para concorrer a deputado federal. Mesmo com o crescimento da violência nos últimos anos e pelo menos quatro ondas de atentados, Grubba foi mantido baseado na confiança depositada pelo governador.

A principal possibilidade para substitui-lo está dentro da própria SSP. Existe uma tese nos bastidores que defende a ascensão dos "números 2" nos comandos da segurança pública. Na secretaria assumiria o delegado Aldo Pinheiro D'Ávila, secretário-adjunto da pasta. Até a metade desta semana não havia nada definido, mas a divulgação da candidatura de Grubba deve acelerar a escolha.

Na Polícia Militar (PM), onde o comandante-geral Paulo Henrique Hemm vai deixar a corporação para concorrer a deputado estadual, o subcomandante-geral, coronel Araújo Gomes, ficaria com o posto mais alto. Os coronéis Cosme Monique Barreto e José Norberto de Souza Filho, mais ligados politicamente ao vice-governador, também surgem como opções.

Como os candidatos nas eleições de outubro precisam estar desvinculados das secretarias até o final de abril, dificilmente um nome político assumirá a SSP. Ronaldo Benedet (PMDB), secretário da área no governo Luiz Henrique da Silveira chegou a ser cogitado nos bastidores caso ele desista de concorrer à reeleição como deputado federal. Pinho Moreira terá somente 10 meses à frente do governo, tempo considerado curto para a implantação de uma estratégia a longo prazo. Por isso os mandatos na secretaria e no comando da PM são classificados por alguns como "tampão".

Segurança e saúde serão as prioridades de seu governo. Na última semana, o peemedebista não quis falar sobre a possibilidade de troca na SSP. Preferiu "evitar especulações", o que deixou em aberto o futuro de Grubba à frente da secretaria.

Independente do nome que assumir, a missão será pesada. A previsão de orçamento da segurança para 2018 é menor do que em 2017. Mesmo reposto nos últimos sete anos, os efetivos das polícias são menores do que cinco anos atrás. Soma-se a isso o fato de que a criminalidade somente cresce com o fortalecimento das facções criminosas.

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