nsc
nsc

FInanças

Orçamento de SC para 2021 prevê déficit de R$ 1,6 bi; Previdência trará maior rombo

Compartilhe

Ânderson
Por Ânderson Silva
05/10/2020 - 13h15 - Atualizada em: 05/10/2020 - 13h32
A estimativa para 2020 era de um déficit de R$ 804 milhões, mas a tendência é de superávit
A estimativa para 2020 era de um déficit de R$ 804 milhões, mas a tendêniua é de superávit (Foto: Arquivo NSC)

O orçamento de governo de Santa Catarina para 2021 prevê mais um ano com déficit financeiro. Ao todo, segundo a lei de diretrizes orçamentárias (LOA) enviada à Assembleia Legislativa (Alesc) na semana passada, o passivo será de R$ 1,6 bilhão. A maior parte do rombo virá da Previdência. A estimativa para 2020 era de um déficit de R$ 804 milhões, mas a tendência é de superávit, de acordo com o secretário da Fazenda.

Arrecadação de SC cresce pelo terceiro mês seguido; indústria e agronegócio puxam alta

Para o próximo ano, porém, com o retorno das parcelas da dívida com a União, suspensas até dezembro por conta do coronavírus, o impacto voltará a aparecer nos números. Além disso, há o fator pandemia, que impacta diretamente na previsão de déficit enviada na LOA.

Apesar da pandemia, arrecadação de SC cresce 8% em julho

A Previdência do Estado, de acordo com Eli, vai impactar em R$ 5 bilhões em 2021. Isso, segundo ele, tirá toda a capacidade de investimento. O Orçamento prevê R$ 1 bilhão em recursos próprios para aplicação em obras e outros serviços.

- Mas precisaríamos de mais R$ 2 bilhões para obras paralisadas desde 2017 que gradualmente estamos retornando.

Os financiamentos estão descartados por conta da classificação de risco atual do Estado, que afasta a possibilidade de liberação por parte dos bancos. A expectativa é que haja uma mudança de patamar da nota C para B, o que permitiria novos empréstimos, somente no final de 2021.

> Com vendas em alta, estaleiro da Grande Florianópolis amplia produção de barcos

Eli adianta que o Estado terá que "cortar muitos custos". A prioridade, afirma, estará na assistência social, além de segurança, saúde e educação. A preocupação com a assistência vem do momento atual de pandemia, responsável por aumento do desemprego e perda de renda. A previsão é de que para o ano que vem aumente a procura das pessoas por cestas básicas. Por isso o planejamento de orçamento maior para a ajuda aos mais necessitados.

Ânderson Silva

Colunista

Ânderson Silva

Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

siga Ânderson Silva

Ânderson Silva

Colunista

Ânderson Silva

Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

siga Ânderson Silva

Mais colunistas

    Mais colunistas