A implantação em Santa Catarina do modelo de pedágio sem parada, conhecido como free flow, está mais próximo de sair do papel. Em uma ação da bancada catarinense em Brasília, o modelo está dentro das discussões da otimização do contrato da BR-101 Norte, administrada pela Arteris Litoral Sul. Segundo o senador catarinense Esperidião Amin (Progressistas), um cronograma para a instalação dos pórticos é “crucial” na repactuação (veja abaixo fotos do modelo).

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) se comprometeu a enviar até 15 de abril a proposta de otimização do contrato da BR-101 Norte para o Tribunal de Contas da União (TCU). Inicialmente, segundo Amin, o free flow não fazia parte do pacote de investimentos necessários nos próximos anos. Entretanto, o senador lembra que uma lei de autoria dele, de 2021, obriga a implantação do novo modelo nos contratos de concessão a serem assinados.

Com isto, a tendência aumenta para que enfim o trecho Norte da rodovia em Santa Catarina possa não ter as cabines de cobrança no pedágio, que muitas vezes causam filas.

Como funciona

No Brasil, já há modelos de free flow implantados. É o caso de rodovias estaduais do Rio Grande do Sul e do Paraná, por exemplo. No RS, o usuário pode ter uma tag tradicional já existente conforme cada operadora. Caso contrário, ele pode pagar no site ou aplicativo da concessionário até 15 dias após passar por um pórtico.

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No geral, a leitura das placas permite a entrada dos veículos no sistema, que também identifica a quantidade de eixos rodantes e suspensos. Com base nisso, é gerada a cobrança correspondente ao veículo e aos trechos percorridos. Quando a placa é identificada corretamente, o valor devido fica disponível para pagamento.

As imagens passam por revisão humana, caso as câmeras tenham algum problema para identificar as placas e, somente após a confirmação, a cobrança é registrada no sistema. Veículos equipados com tag de pedágio, no RS, por exemplo, têm o pagamento automaticamente debitado, com um desconto de 5% no valor. Além disso, usuários frequentes têm descontos progressivos, começando em 5% e podendo chegar a 20%, dependendo da frequência de passagem pelo mesmo trecho no mesmo sentido (válido apenas no mês em que a quantidade de passagens necessárias for atingida).

Veja fotos de modelos do free flow