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    Sem foco no coronavírus por meses, Santa Catarina colhe o que plantou

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    Por Ânderson Silva
    28/11/2020 - 10h29
    Situação complicada do coronavírus avançou por Santa Catarina
    Situação complicada do coronavírus avançou por Santa Catarina (Foto: Ricardo Wolffenbuttel/Secom)

    A pandemia está em segundo plano em Santa Catarina há meses. Foi deixada de lado pelos processos de impeachment e pelas eleições municipais. Decisões foram retardadas e o foco das principais autoridades ficou na política. Sobraram para secretários municipais e de Estado da Saúde a responsabilidade de lidar com o dia a dia de uma doença em avanço. O resultado veio neste mês de novembro. Os números do coronavírus saltaram e atingiram o pior índice desde de março nas cidades catarinenses.

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    Santa Catarina colhe o que plantou, ou o que deixou de fazer. Há meses se fala em programa de testagem, mas não há efetividade. Nem o tão falado rastreamento, que é exemplo em outros países do mundo, foi efetivado no Estado. Há casos isolados, como a Capital, onde o programa de testes com rastreamento por aplicativo e QR Code é usado há meses.

    Mas não há um plano estadual. Antes mesmo de deixar o cargo pelo afastamento do processo de impeachment, Carlos Moisés da Silva já vinha saindo da linha de frente do combate à pandemia. As decisões ficaram mais restritas e o protagonismo do comando mudou. Nos municípios, a campanha eleitoral inundou as ações e afogou possíveis ações para conter o avanço da doença. Ao contrário do que se esperava, aliás, as eleições causaram mais aglomerações e, inclusive, festas no dia 15 de novembro, com os resultados dos vencedores.

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    Torna-se inevitável olhar para o atual cenário de 13 regiões em nível gravíssimo e não lembrar do tempo perdido no combate à pandemia. Santa Catarina, agora, precisa buscar o tempo perdido sob um custo de vidas. As projeções do Estado apontam para até 500 mortes por conta do coronavírus até 13 de dezembro.

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    A secretaria de Saúde estipula uma escalada nos óbitos. Os números são resultado de um descuido grave das autoridades que se reflete na rotina dos catarinenses. A população baixou a guarda, diminuiu a vigilância sanitária. O vírus se aproveitou disso e passou aumentar a curva de contágio com repercussão nas unidades de terapia intensiva (UTI) e nas mortes.

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