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Casa da Agronômica

Jantando com o governador

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Por Cacau Menezes
17/04/2019 - 15h34 - Atualizada em: 18/04/2019 - 10h19

Tive o prazer de ser convidado pelo governador Carlos Moises para visitá-lo pela primeira vez na residência da Agronômica na noite desta terça-feira (16) junto com o colega Ronaldo Daux, os amigos Lelo Filomeno e Daniel Mirkin, o secretário da Casa Civil Douglas Borba, vereador de Biguaçú, e o Marcio, chefe de gabinete, onde ficamos das 19h até meia-noite, cinco horas de sincera e descontraída conversa, degustando cervejas artesanais de Santa Catarina, e uma cerveja preta, fabricada pelo próprio governador, que é expert no assunto.

Jantar foi descontraído na Casa da Agronômica
Jantar foi descontraído na Casa da Agronômica
(Foto: )

Quando Moisés chega em casa, a primeira coisa que faz é abrir uma cerveja. Nesta terça-feira (16), depois de passar a tarde reunido com o desembargador Rodrigo Colaço, presidente do TJ-SC, e o deputado Júlio Garcia, presidente da Alesc, tratando da difícil missão da redução de repasses para os poderes ("tem muita coisa que eles não usam que está faltando nos hospitais"), o governador queria relaxar. E relaxou.

Admirador do meu trabalho, tanto no jornal - a primeira coisa que lê, por imposição da esposa Késia - quanto na TV, que ele me acompanha desde quando morava em Floripa, no Saco dos Limões, conheci neste encontro um homem extremamente educado, atencioso e que tem a humildade de saber ouvir. Um homem do bem.

Não fui lá para entrevistá-lo, mas é impossível ficar cinco horas sentado à frente de um governador, falando tudo, sem exercer a minha profissão. Única e definitiva profissão. Não anotei nada, não gravei nada, mas registrei na cabeça algumas de suas palavras.

Vamos lá:

* Se alguém tiver que cair no seu governo, cai ele, o governador. O presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins, seu vizinho em Tubarão, com 20 anos de Tractebel/Engie, é "imexível". Vão se acostumando com isso.

* Vai entrar com tudo na eleição para prefeito em Floripa, cujo seu candidato é o comandante da PM/SC, coronel Araújo Gomes, que resiste em aceitar o convite. O governador pensa em ganhar a eleição municipal do ano que vem em pelo menos 50 municípios.

* Já começou a ser "namorado" por Brasília para voos mais altos. Presidência da República, por exemplo. Não morre de amores pelo presidente Jair Bolsonaro.

* Em todos os lugares que vai é assediado pelo povo. Supermercados, andando de bike na Beira-mar Norte, shows no CIC, nos compromissos do cargo, etc e tal. Não foram poucas as mulheres que pediram selfie com ele e apalparam seu bumbum, o deixando constrangido. É super tímido.

* Quando dormiu com a esposa uma única noite no hotel Majestic, chorou de emoção. Passava antes de ser governador pela frente do hotel e sonhava com essa noite. Aliás, Moisés é um chorão como eu. Acorda de madrugada para chorar, reza e volta pra dormir.

* Diz que recebeu uma revelação divina para chegar onde chegou. "Eu sentia que ia ganhar a eleição quando ninguém me conhecia. Fui escolhido para essa missão por Deus e pelo povo, que saberei honrar até último dia do meu mandato."

Leia também: Aos poucos, Carlos Moisés acerta as contas do governo do Estado

* Levei comigo o Daniel Mirkim, que o colocou na linha com o homem mais rico do Brasil, empresário Alexandre Grandene. O governador não sabia quem era.

* Atendendo minha sugestão, estará domingo na Ressacada para ver a decisão entre Avaí x Chapecoense.

* Vai fazer um livro contando como saiu candidato, a campanha vitoriosa e desconhecida para ele, e os primeiros 100 dias. O que encontrou de absurdos é caso de polícia. Um edifício inteiro do governo é usado para um estacionamento particular no centro de Floripa, onde o dono não paga um tostão.

* A sensação que tive indo para casa é que estava com a turma do Beijo depois de um jogo no Mário Joalheiro; e não com o governador na sua residência oficial.

:: 100 dias do governo Moisés: gestão da dívida pública

Bota humildade e simpatia nisso!

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