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Amamentação

Desmame gentil: como fazer com tranquilidade

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Por Carol Bandeira
01/03/2021 - 10h27
Desmame
Embora nem sempre seja fácil parar de amamentar - para a mãe ou para o bebê -, é natural que esse momento chegue (Foto: Unsplash)

Embora nem sempre seja fácil parar de amamentar - para a mãe ou para o bebê -, é natural que esse momento chegue. E a mãe pode escolher quando parar de amamentar; porém é melhor para a criança que ela seja amamentada pelo menos até os dois anos. Convidei a Andressa Soares de Souza Viera, que é enfermeira e proprietária da Vialac, para conversar com a gente sobre isso.

O fato é que, se o bebê mamar até os dois anos de vida, nessa fase ele já deve estar habituado a comer de tudo; e, a partir daí, com a alimentação estabelecida, já se pode pensar nesse desmame.

O desmame é uma realidade no processo de amamentação. E culturalmente observamos o desmame guiado pela mãe à medida que a criança cresce e outras formas de comunicação são estabelecidas. Porém, para que isso ocorra, precisamos ampliar a comunicação entre mãe e bebê, através da remoção da livre demanda por estratégias de interdição ao seio por alguns períodos, como o desmame noturno, até a finalização do processo à medida que a transferência do vínculo passa a ser para a mãe como um todo, e não somente ao seio materno, explica Andressa.

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Para isso, a quantidade de mamadas durante o dia deve ir diminuindo gradativamente a partir dos sete meses do bebê, por conta da introdução alimentar e até para facilitar o desmame e as complicações que podem ocorrer, como leite empedrado e a mastite, e a sensação de abandono que pode surgir no bebê.

A mãe pode diminuir as mamadas para brincar com o bebê, e ao diminuir a quantidade de vezes que o bebê mama, a produção de leite materno também vai diminuindo no mesmo ritmo. No entanto, não se deve forçar o bebê para sair do peito, sendo importante que a mãe mantenha o mesmo tempo de antes para continuar a dar atenção ao bebê depois da mamada.

Para isso, algumas técnicas facilitam esse processo, para limitar a livre demanda através de substituição, como pedir para outra pessoa dar as refeições ao bebê, pois é normal que, quando o bebê esteja com fome, associe a presença da mãe à vontade de mamar. Não oferecer a mama é uma boa estratégia para facilitar o desmame, e que a mãe não ofereça o peito nem use blusas que facilitem o acesso do bebê ao peito, dando de mamar somente de manhã e à noite, por exemplo.

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O desmame noturno acontece mais facilmente quando a mãe já tomou para si o aleitamento, através da remoção da livre demanda, pois aqui é necessário interdição ao seio por um período.

E ao chegar ao desmame gentil/gradual total através da retirada de mamadas restantes ou, da retirada total, a mãe percebe que o período é extremamente desgastante e cansativo. Por isso a mãe deve estar certa da escolha feita, para não desistir no meio do processo, o que pode dificultar o processo em uma futura nova tentativa de desmame.

Mas lembre-se: tudo passa! Desmamar é um processo, e todo o processo é assim!

Saiba mais aqui.

Carol Bandeira

Colunista

Carol Bandeira

Mãe de 3, especialista e uma das referências no país em nutrição materno-infantil. É empreendedora, docente e pesquisadora. Ajuda pais e nutricionistas a nutrir com amor as futuras gerações.

siga Carol Bandeira

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